Enquanto o País está distraído com a
Copa do Mundo, o governo ilegítimo de Michel Temer e a bancada ruralista do
Congresso Nacional continuam trabalhando em seu projeto de desmonte do Brasil
e da agricultura familiar. Nesta semana, o relatório do PL 6299/02 (PL do
Veneno) foi aprovado na segunda-feira (25) em Comissão Especial no Congresso
Nacional. E já na terça-feira (26), o Poder Executivo publicou no Diário Oficial a Medida
Provisória 842/2018, que prejudica agricultores e agricultoras familiares que
têm dívidas com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf). A CONTAG continua vigilante e atuante para resistir aos retrocessos
e lutar pela garantia dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras rurais.
CONTAG propõe
emendas para neutralizar MP 842/2018
A CONTAG reuniu-se na última terça-feira,(26) com o
deputado Heitor Schuch (PSB-RS) para elaborar emendas que revoguem e alterem
artigos da Medida Provisória 842/2018, publicada ontem pelo governo de Michel
Temer no Diário Oficial.
Essa MP prejudica agricultores e
agricultoras familiares que têm dívidas com o Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), pois altera a Lei
13.340/2016 (que trata da renegociação de dívidas rurais no âmbito de
operações de crédito do Pronaf) e revoga os artigos da Lei 13.606/2018 (que
permitiam descontos de até 95% de dívidas, abatimentos que seriam bancados
pelo Tesouro Nacional ainda neste ano). Você pode ver nos links a íntegra da MP 842/2018, da Lei 13.340/2016 e da Lei 13.606/2018.
As emendas CONTAG propõem a ampliação
do prazo para liquidação e renegociação de dívidas para até 31 de julho de
2019, com o objetivo de possibilitar a alocação de recursos para cobrir os
custos da renegociação na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2019. Além
disso, foi proposta a inclusão das dívidas da região Centro Oeste nos artigos
que só contemplavam as regiões Norte e Nordeste. Para as demais regiões
brasileiras, a CONTAG propôs incluir também a concessão de descontos para a
repactuação das dívidas no pagamento das parcelas até o vencimento.
Propostas de
emendas
Na MP 842/2018, o governo Temer
reduziu os descontos previstos no Artigo 3º da Lei 13.340/2016. Essa lei
previa abatimentos de até 95% para contratos feitos até 31 de dezembro de
2006 no semiárido e áreas da Sudene (que a Medida Provisória diminuiu para
70%) e de 50% para contratos feitos entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de
dezembro de 2011 também no Semiárido e áreas da Sudene ( desconto que a MP
reduziu para 45%). A CONTAG propôs que fossem se mantidos os mesmos descontos
previstos na lei de 2016.
Em relação à Lei 13.606/2018, a MP
842/2018 revoga artigos que tratam das renegociações de dívidas junto às
cooperativas de crédito, de dívidas da Reforma Agrária (Procera), do Pronaf
para as regiões Centro Oeste, Sul e Sudeste e para irrigantes da Barragem de
Sobradinho. A CONTAG propôs a reincorporação desses artigos (nº 28, 30, 31 e
32).
“Uma das justificativas do governo
Temer para a publicação da Medida Provisória foi a ausência de indicação de
fontes de recursos para cobrir os custos de ressarcimento dos bancos, no caso
das alterações na Lei 13.606/2018. No entanto, o que vemos é que há recursos
para dar isenção tributária para os devedores da Previdência Social, por
exemplo”, afirma o secretário de Política Agrícola da CONTAG, Antoninho
Rovaris.
“Por isso, é importante que o
Movimento Sindical articule os parlamentares de seus estados para aprovação
das emendas propostas pela CONTAG porque ela tira o direito dos trabalhadores
rurais de renegociarem suas dívidas. A publicação da MP demonstra a falta de
sintonia entre os Poderes Legislativo e Executivo, fortalecendo o cenário de
crise política no Brasil”, completa o dirigente.
PL DO VENENO – A
CONTAG diz NÃO!
Dentre tantos retrocessos que o
Brasil Rural tem vivido nos últimos dois anos, mais um continua em tramitação
no Congresso Nacional: O Projeto de Lei 6.299/02 ou “PL DO VENENO”. O
relatório sobre o PL foi aprovado na última segunda-feira (25), por 18 votos
a 9, a portas fechadas na comissão especial criada para analisar os 29
projetos de lei apensados ao PL 6.299/02, que revoga a atual Lei dos
Agrotóxicos.
De autoria do ex-senador e atual
ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o “PL DO VENENO” propõem a troca do
termo “agrotóxico” por “defensivo fitossanitário” ou “produto de controle
ambiental” em rótulos e documentos. O PL flexibiliza o uso de substâncias
cancerígenas e permite que produtos banidos em outros países sejam
usados no Brasil.
Para a CONTAG a aprovação do PL
representa um impacto para todas as formas de vida. “O PL permite a
legalização de substâncias perigosas que causam danos à saúde da população,
ao meio ambiente e ainda fere os direitos humanos”, destaca a secretária de
Meio Ambiente da CONTAG, Rosmari Malheiros.
A secretária da CONTAG ainda denuncia
que no mundo inteiro ninguém mais quer saber de agrotóxicos e que os países
vêm restringindo o uso, proibindo diversos produtos e dando prazo para a
retirada de muitos outros.“Em todo o mundo os agrotóxicos estão sendo
banidos, pois já é comprovado que têm substâncias que causam vários tipos de
doenças, como o câncer. Como muitos países estão banindo esses produtos, os
fabricantes querem depositar esses venenos no Brasil. Mas assim como os
outros países, nós também não queremos e precisamos de alimentos orgânicos e
saudáveis que nos garantam a vida”, pontuou Rosmari Malheiros.
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FONTE: Assessoria de Comunicação
CONTAG - Lívia Barreto e Barack Fernandes.
Adaptado pelo STRAF - NOVA CRUZ/RN, 29/06/2018. |
O SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS, AGRICULTORES E AGRICULTORAS FAMILIARES DE NOVA CRUZ/RN, FUNDADO EM 01/05/1961,TEM COMO OBJETIVO A LUTA NA DEFESA DOS DIREITOS DOS MESMOS POR MAIS TERRA E INCENTIVO A AGRICULTURA FAMILIAR!
sexta-feira, 29 de junho de 2018
Os retrocessos não param e a CONTAG segue na luta
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Cooperação para fortalecimento do turismo rural
Estimular o turismo rural e impulsionar ganhos econômicos do segmento. Este é o objetivo de um acordo de cooperação técnica assinado em Brasília, entre o Ministério do Turismo e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), que prevê ações como a comercialização e a promoção de produtos e serviços do setor. A medida integra um conjunto de iniciativas anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, para fortalecer a agricultura familiar, responsável por 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira.
A parceria envolve o apoio do MTur à oferta de hospedagem em propriedades do ramo e a criação de roteiros gastronômicos, além de capacitação voltada a extensionistas rurais. O secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, que assinou o acordo durante um evento no Palácio do Planalto, aponta benefícios do trabalho conjunto. “Falar de parcerias com o turismo é falar de soluções para o crescimento e a recuperação da nossa capacidade de gerar emprego e renda. Estamos muito felizes por poder transformar o potencial e vocação do turismo em negócios que beneficiem o produtor rural”, declarou.
As iniciativas divulgadas nesta terça incluem ainda acordos com a Associação Brasileira de Supermercados, para a disponibilidade de produtos da agricultura familiar em gôndolas específicas, e com o Ministério do Meio Ambiente, a fim de promover o desenvolvimento rural sustentável com a inclusão produtiva de comunidades tradicionais. O titular da SEAD, Jefferson Coriteac, destacou a necessidade de ações integradas. “Para o agricultor produzir, não basta apenas crédito, é preciso que ele tenha capacidade de realizar uma boa comercialização dos seus produtos”, apontou.
As novidades serão acrescentadas ao Plano Safra Plurianual 2017/2020, lançado no ano passado pelo governo federal. O documento prevê um total de R$ 31 bilhões em crédito ao setor por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 4,6%. O presidente Michel Temer frisou a importância do suporte ao ramo. “É fundamental privilegiar a agricultura familiar. Trata-se da base econômica da maior parte dos pequenos municípios do Brasil. Ela é fonte de empregos e tem peso decisivo no abastecimento do mercado interno”, enalteceu.
POTENCIAL – A parceria MTur/SEAD ajuda a dinamizar a associação entre turismo e natureza no país, que ganha uma crescente importância. Conforme o Estudo de Demanda Turística Internacional de 2017, ‘natureza, ecoturismo e aventura’ é a segunda motivação dos estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, atrás apenas do turismo de sol e praia.
A agricultura familiar reúne aproximadamente 40 milhões de produtores no país, que representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Atualmente, o Brasil é o 8º maior produtor do mundo no cultivo de alimentos oriundos da agricultura familiar.
Estimular o turismo rural e impulsionar ganhos econômicos do segmento. Este é o objetivo de um acordo de cooperação técnica assinado nesta terça-feira (26), em Brasília, entre o Ministério do Turismo e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD), que prevê ações como a comercialização e a promoção de produtos e serviços do setor. A medida integra um conjunto de iniciativas anunciado pelo presidente da República, Michel Temer, para fortalecer a agricultura familiar, responsável por 38% do valor bruto da produção agropecuária brasileira.
A parceria envolve o apoio do MTur à oferta de hospedagem em propriedades do ramo e a criação de roteiros gastronômicos, além de capacitação voltada a extensionistas rurais. O secretário nacional de Qualificação e Promoção do Turismo, Bob Santos, que assinou o acordo durante um evento no Palácio do Planalto, aponta benefícios do trabalho conjunto. “Falar de parcerias com o turismo é falar de soluções para o crescimento e a recuperação da nossa capacidade de gerar emprego e renda. Estamos muito felizes por poder transformar o potencial e vocação do turismo em negócios que beneficiem o produtor rural”, declarou.
As iniciativas divulgadas nesta terça incluem ainda acordos com a Associação Brasileira de Supermercados, para a disponibilidade de produtos da agricultura familiar em gôndolas específicas, e com o Ministério do Meio Ambiente, a fim de promover o desenvolvimento rural sustentável com a inclusão produtiva de comunidades tradicionais. O titular da SEAD, Jefferson Coriteac, destacou a necessidade de ações integradas. “Para o agricultor produzir, não basta apenas crédito, é preciso que ele tenha capacidade de realizar uma boa comercialização dos seus produtos”, apontou.
As novidades serão acrescentadas ao Plano Safra Plurianual 2017/2020, lançado no ano passado pelo governo federal. O documento prevê um total de R$ 31 bilhões em crédito ao setor por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 4,6%. O presidente Michel Temer frisou a importância do suporte ao ramo. “É fundamental privilegiar a agricultura familiar. Trata-se da base econômica da maior parte dos pequenos municípios do Brasil. Ela é fonte de empregos e tem peso decisivo no abastecimento do mercado interno”, enalteceu.
POTENCIAL – A parceria MTur/SEAD ajuda a dinamizar a associação entre turismo e natureza no país, que ganha uma crescente importância. Conforme o Estudo de Demanda Turística Internacional de 2017, ‘natureza, ecoturismo e aventura’ é a segunda motivação dos estrangeiros que visitam o Brasil a lazer, atrás apenas do turismo de sol e praia.
A agricultura familiar reúne aproximadamente 40 milhões de produtores no país, que representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Atualmente, o Brasil é o 8º maior produtor do mundo no cultivo de alimentos oriundos da agricultura familiar.
Fonte: BRASIL CULTURA
quarta-feira, 27 de junho de 2018
AQUÉM DO ESPERADO - Plano Safra 2018/2019 não alcança expectativas da agricultura familiar
| imagem ilustrativa FOTO: Arilson Jardim - Agência de Notícia do Acre |
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EVANDRO BORGES: AGRICULTURA FAMILIAR
| Dr. EVANDRO BORGES |
As notícias sobre a agricultura familiar no país estão nas mídias, blogs e portais demonstrando como é robusta, a oitava em produção de alimentos no mundo, revelando também a força do Brasil, em que pese a humanidade não ter vencido a fome, principalmente nos países do terceiro mundo, e em muitos bolsões de pobreza neste imenso país de tantas diferenças e contrates.
O censo agropecuário realizado revela produção da agricultura familiar em culturas, que não eram evidenciadas, como o caso do trigo, do café, na produção do leite, e muito forte, na mandioca, nas aves, na suinocultura, no feijão e arroz, na base da alimentação da família brasileira, e ainda mais forte, no Nordeste, em produção específica, própria para sequeiros com a convivência do semiárido.
O projeto da agricultura familiar no país, para dar o salto da agricultura de subsistência, que muitas vezes não garantia a segurança alimentar das famílias produtoras, com outra concepção de produção e comercialização, em toda cadeia produtiva, deve-se ao movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e mais propriamente a CONTAG.
Na condição de advogado da FETARN participei em Brasília de um evento em torno de dois meses, com uma equipe multidisciplinar, na gestão da Presidência da CONTAG de Francisco Urbano, potiguar nascido em São Paulo do Potengi, cujo resultado foi denominado de Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e entregue na ocasião ao Presidente Fernando Henrique.
Era uma proposta com vários eixos, um de infraestrutura, chamado PRONAF global dirigido aos Municípios, outra de crédito, além de um fundiário, com ênfase na Reforma Agrária, pois não é possível a produção na ausência de terras ou com acesso precário, com base em contratos de natureza verbal de arrendamento e parceria, como ainda hoje se pratica no Nordeste.
Deste período até hoje, muitos incrementos foram dados, com base em muitas lutas, gritos da terra em Brasília e nos Estados, movimentos que envolveram ocupação da SUDENE, das agências bancárias, a conquista de outros programas complementares, uma nova extensão rural, treinamentos, cursos, capacitações, comercialização, e que seja bom que se reconheça os avanços proporcionados nos governos Lula e Dilma.
Uma conquista concreta foi à garantia de um mercado institucional para agricultura familiar, como é o caso Programa de Aquisição de Alimentos, terrivelmente atacado pelo Governo Temer com a diminuição de verbas, do Programa Nacional de Educação Alimentação, da obrigação dos órgãos de governo adquirir uma parcela de compras na agricultura familiar.
O censo agropecuário realizado revela produção da agricultura familiar em culturas, que não eram evidenciadas, como o caso do trigo, do café, na produção do leite, e muito forte, na mandioca, nas aves, na suinocultura, no feijão e arroz, na base da alimentação da família brasileira, e ainda mais forte, no Nordeste, em produção específica, própria para sequeiros com a convivência do semiárido.
O projeto da agricultura familiar no país, para dar o salto da agricultura de subsistência, que muitas vezes não garantia a segurança alimentar das famílias produtoras, com outra concepção de produção e comercialização, em toda cadeia produtiva, deve-se ao movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e mais propriamente a CONTAG.
Na condição de advogado da FETARN participei em Brasília de um evento em torno de dois meses, com uma equipe multidisciplinar, na gestão da Presidência da CONTAG de Francisco Urbano, potiguar nascido em São Paulo do Potengi, cujo resultado foi denominado de Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e entregue na ocasião ao Presidente Fernando Henrique.
Era uma proposta com vários eixos, um de infraestrutura, chamado PRONAF global dirigido aos Municípios, outra de crédito, além de um fundiário, com ênfase na Reforma Agrária, pois não é possível a produção na ausência de terras ou com acesso precário, com base em contratos de natureza verbal de arrendamento e parceria, como ainda hoje se pratica no Nordeste.
Deste período até hoje, muitos incrementos foram dados, com base em muitas lutas, gritos da terra em Brasília e nos Estados, movimentos que envolveram ocupação da SUDENE, das agências bancárias, a conquista de outros programas complementares, uma nova extensão rural, treinamentos, cursos, capacitações, comercialização, e que seja bom que se reconheça os avanços proporcionados nos governos Lula e Dilma.
Uma conquista concreta foi à garantia de um mercado institucional para agricultura familiar, como é o caso Programa de Aquisição de Alimentos, terrivelmente atacado pelo Governo Temer com a diminuição de verbas, do Programa Nacional de Educação Alimentação, da obrigação dos órgãos de governo adquirir uma parcela de compras na agricultura familiar.
Fonte: Potiguar Notícias
terça-feira, 26 de junho de 2018
COMBATE ÀS FRAUDES: Força Tarefa deflagra segunda fase da Operação Mimetismo
Criminosos fraudavam benefícios
assistenciais ao idoso (BPC/LOAS) nos estados do Ceará e Pará
Da Redação (Brasília)
– A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou,
na manhã desta terça-feira (26), no Ceará e no Pará, a Operação Mimetismo – 2ª
FASE, com o objetivo de combater fraudes em benefícios de amparo social ao
idoso (BPC/LOAS). Durante a ação, foram cumpridos sete mandados
judiciais, sendo quatro de busca e apreensão (um em Caucaia/CE e três em
Belém/PA) e três mandados de prisão preventiva (dois no Estado do Pará e um no
presídio, onde já se encontrava recolhido o chefe da organização criminosa).
As investigações, que se iniciaram em desdobramento da operação
de mesmo nome deflagrada em 10 de janeiro deste ano. A partir de informações
colhidas do material apreendido na primeira fase, foi constatado que 103
benefícios previdenciários haviam sido fraudados, e que 20 contas bancárias
identificadas teriam movimentado valores decorrentes de pagamentos efetuados
indevidamente pelo INSS.
Na primeira fase, foram identificados os demais membros da
organização criminosa, que, na ocasião, tiveram suas prisões preventivas
decretadas pelo Juízo da 32ª Vara Federal em razão do enorme poder lesivo à
sociedade dos investigados, em face do prejuízo constatado estimado pelo menos
R$ 7,6 milhões.
Além das prisões preventivas, foram sequestrados todos os
valores existentes nas contas bancárias identificadas, bem como a Justiça
Federal determinou o bloqueio dos 103 benefícios tidos como fraudulentos.
Os envolvidos responderão por estelionato previdenciário,
falsificação de documentos, uso de documentos falsos, associação criminosa e
lavagem de dinheiro.
MIMETISMO, nome dado à primeira fase da Operação, remete à
habilidade que alguns seres possuem de se camuflar para se esconder de seus
predadores. A referência se dá ao fato de que o chefe da organização criminosa
se utilizou de vários documentos falsos, mudanças de endereço, telefones em
nomes de terceiros, entre outros, para fugir da Polícia Federal. Atualmente o
chefe da organização criminosa encontra-se preso, desde a primeira fase da
OPERAÇÃO MIMETISMO.
Força-Tarefa Previdenciária – Parceria integrada pela Secretaria
de Previdência, Polícia Federal e Ministério Público Federal que atua no
combate a crimes contra o sistema previdenciário.
Na Secretaria de Previdência, a Coordenação-Geral de
Inteligência Previdenciária (COINP) é a área responsável por identificar e
analisar distorções que envolvem indícios de fraudes estruturadas contra a
Previdência.
Informações para a imprensa
Camilla Andrade
(61) 2021-5009 e 2021-5109
ascom.mps@previdencia.gov.br
Secretaria de Previdência
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Governo anuncia Plano Safra e cria novas modalidades de crédito para assentados
O Governo lançou nesta terça-feira (26/6) o Plano Safra 2018-2019, destinando R$ 31 bilhões para a agricultura familiar. O valor é R$ 1 bilhão superior ao liberado no ano passado. Durante a cerimônia, o presidente Michel Temer também assinou decreto criando novas modalidades para o Crédito Instalação para os assentados do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).
O Plano Safra 2018-2019 teve redução do teto de juros, que passou de 5,5% ao ano para 4,6% ao ano. Os recursos estarão disponíveis a partir de 1º de julho e beneficiarão 40 milhões de agricultores – responsáveis por 70% da produção de alimentos do país. Ele prevê ainda a ampliação do limite de renda para acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), passando de R$ 360 mil para R$ 415 mil.
Construção de moradias
O decreto que reformula a concessão de crédito para beneficiários da reforma agrária prevê três novas modalidades. A primeira delas traz de volta ao Incra a atribuição de construir de reformar moradias em projetos de assentamento. As famílias poderão receber R$ 34 mil, com as mesmas condições do Programa Minha Casa Minha Vida.
Para o presidente da autarquia, Leonardo Góes, o Incra retoma uma atribuição na qual tem vasta experiência:
“A média histórica anual do Incra é de 30 mil unidades habitacionais construídas e 17 mil reformadas. No entanto, desde 2014 não construímos casas para os assentados. A nova modalidade permitirá que a nossa equipe técnica auxilie o assentado a ter o direito básico à moradia atendido”.
A concessão do Crédito Construção é individual e apresenta um nível menor de exigência, quando comparado com o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR). Góes ressaltou que o assentado continua tendo a possibilidade de recorrer às linhas de financiamento do PNHR.
Crédito Florestal
Outra nova modalidade para os assentados diz respeito à preservação ambiental. O Crédito Florestal disponibilizará recursos para que o ocupante possa manter a mata nativa do lote ou recuperar áreas já degradas. Góes explica que essa iniciativa terá impacto direto na diminuição do desmatamento em áreas da reforma agrária.
“De um lado, queremos reconhecer e valorizar o esforço do assentado que preserva a floresta. De outro, vamos ajudar aquele beneficiário que, pelos mais diversos motivos, desmatou e quer corrigir o problema. Esta modalidade será extremamente útil para os ocupantes de lotes em projetos de assentamento na Amazônia e em outras áreas ameaçadas”, salientou o presidente do Incra.
Incentivo à lavoura de cacau
A terceira nova modalidade criada para o Crédito Instalação busca incentivar a lavoura cacaueira em áreas da reforma agrária nos estados da Bahia e do Pará. Hoje, os projetos de assentamento são os maiores produtores de cacau no país e necessitam de uma linha de financiamento específica. Cada assentado terá direito a três parcelas de R$ 6 mil.
“Com essa linha de crédito, o Incra quer elevar a produtividade das lavouras de cacau nos projetos de assentamento. Esta é uma cultura que se mantém viva e forte no país, graças às famílias que ocupam lotes da reforma agrária. As três parcelas de R$ 6 mil ajudarão o assentado a incrementar a sua produção”, disse Góes.
Outra novidade importante em termos de Crédito Instalação foi a correção do Fomento Mulher, que passou de R$ 3 mil para R$ 5 mil. O valor não era reajustado desde 2003.
Assessoria de Comunicação Social do Incra
(61) 3411-7404
imprensa@incra.gov.br
Deputados e ministros do TST se unem contra os direitos trabalhistas
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Escrito por: Rosely Rocha, especial para Portal CUT
Câmara lança “Jornadas Brasileiras das Relações de Trabalho” para defender o indefensável: a nefasta reforma trabalhista. CUT critica formato antidemocrático do evento e diz que ação é mais um retrocesso.
A Câmara dos Deputados lançou este mês as Jornadas Brasileiras das Relações do Trabalho, uma série de eventos que vai reunir um grupo de ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e juristas, todos favoráveis à reforma trabalhista. A missão desses especialistas na área do trabalho é convencer advogados, juízes, membros do Ministério Público e auditores fiscais do Trabalho, responsáveis pela aplicação direta da legislação, que a nova lei trabalhista do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) é moderna e não tira direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
O evento será coordenado pelo ex-ministro do Trabalho e presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que não convidou nenhuma autoridade ou especialista da área contrários à nova lei para fazer parte do grupo. A ideia, portanto, não é debater de forma democrática as mudanças e, sim, tentar convencer os convidados que a lei, que legalizou contratos antes proibidos, como o intermitente, não foi feita sob medida para beneficiar empresários.
“Como um ministro do TST, que deveria defender os direitos dos trabalhadores, pode participar de um evento que vai tentar convencer fiscais do trabalho que uma reforma com vários itens inconstitucionais é um avanço na garantia de direitos desses trabalhadores?”, questiona o presidente da CUT, Vagner Freitas.
“A reforma trabalhista promoveu retrocesso de um século nas condições de trabalho no Brasil, antes mesmo da construção da CLT, e caminha na contramão do trabalho formal e protegido, promove o aumento da informalidade, ampliação de jornada e inviabiliza a organização dos trabalhadores”, pontua indignada a secretária de Relações de Trabalho da CUT Graça Costa, lembrando que vários juízes em todo o Brasil concordam que a reforma tem vários artigos inconstitucionais.
Para Vagner, “ao investir nas Jornadas, a Câmara dos Deputados está gastando dinheiro público apenas para se livrar da pecha de traidores da classe trabalhadora”.
O movimento sindical, afirma o presidente da CUT, ganhou a narrativa ao deixar claro para toda a sociedade que a nova lei legalizou formas precárias de trabalho que antes eram proibidas no Brasil e que se os parlamentares aprovassem estariam traindo a classe trabalhadora.
Todo trabalhador sabe que a lei de Temer legalizou o bico
- Vagner Freitas
Graça acrescenta que “existe na sociedade a disputa de uma versão sobre o que significa a reforma trabalhista. A denúncia feita pela CUT sobre os impactos altamente precarizantes da reforma prevaleceu perante a opinião pública. Com essa jornada, eles querem virar o jogo”.
O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, um crítico da reforma trabalhista e da maneira como a lei foi aprovada, sem debate com a sociedade, lembra que as Jornadas serão realizadas da mesma maneira antidemocrática, já que na discussão desses eventos só haverá defensores da reforma.
“Não vejo a participação de juízes de forma negativa, é importante que a magistratura dialogue com a sociedade civil, mas os ministros escolhidos [para participar das Jornadas que serão realizadas pela Câmara dos Deputados] têm um olhar mais ‘gentil’ em relação à reforma”.
Segundo ele, outros diálogos sobre a reforma trabalhista foram abertos pela própria Anamatra que convidou e ouviu juristas e entidades tantos do lado dos que são pró quanto dos que são contra.
“Toda lei é passível de críticas e, por isso, fomos democráticos em chamar todas as partes para sermos o mais plural possível. Esses indicativos de debate são importantes, louvo, só acho que se deve buscar um equilíbrio de forças”, defende Guilherme Feliciano.
A falta de diálogo também é criticada pela secretária de Relações do Trabalho da CUT que lembra a falta de democracia que envolveu a tramitação da reforma trabalhista no Congresso Nacional.
“O projeto não foi construído com a participação do movimento sindical, as emendas propostas pelas Centrais Sindicais não foram acatadas e o texto passou na integra, sem um debate democrático. A forma como os parlamentares, junto com o ex-presidente do TST, o senhor Ives Gandra, tratam os trabalhadores é uma vergonha!".
Para Graça Costa, hoje temos no Brasil três poderes defendendo os interesses do capital em prejuízo da classe trabalhadora: Executivo, Legislativo e Judiciário.
“Eles trabalham para fazer uma ‘vampirização’, retirando direitos, precarizando as condições de trabalho, e colocando as trabalhadoras e trabalhadores brasileiros entre os mais pobres do mundo".
Literalmente estão retirando o nosso sangue, nos deixando mais expostos ao adoecimento e à morte no trabalho
- Graça Costa
O presidente da CUT, Vagner Freitas, lembra que as mais de cem alterações feitas na CLT foram uma exigência da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma espécie de pagamento aos que financiaram o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff.
“A bancada patronal deu as costas aos trabalhadores e ignorou posições de juristas contrários à reforma e até a de setores importantes da Justiça do Trabalho que alertaram quanto a inconstitucionalidade de vários itens da nova Lei”.
Graça complementa dizendo que há, inclusive, várias Ações Diretas de Inconstitucionalidades (ADI) contra a nova Lei no Supremo Tribunal Federal (STF).
Alguns dos principais pontos questionados são: o aumento da jornada de trabalho, a possibilidade de se pagar salários inferiores ao mínimo, a sobreposição do negociado sobre o legislado, a terceirização sem limites e o desmonte da justiça do trabalho e do movimento sindical e os impedimentos para que o trabalhador reclame seus direitos.
Enquanto as Jornadas Brasileiras das Relações do Trabalho da Câmara dos Deputados estiverem percorrendo o Brasil com suas mensagens equivocadas, a CUT e demais centrais e entidades que defendem os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, vão continuar esclarecendo a classe trabalhadora sobre os impactos negativos da lei de Temer nas suas vidas.
“Já ganhamos a narrativa uma vez quando saímos com a campanha ‘quem votar, não volta’ e vamos ganhar novamente”, afirma Vagner.
“Vamos lembrar aos trabalhadores que outubro é mês de eleição, hora de aposentar os deputados que traíram a classe trabalhadora aprovando essa reforma nefasta. É hora de elegermos candidatos comprometidos com os direitos da classe trabalhadora”.
10 de agosto - Dia do Basta
O presidente da CUT conclui dizendo que a Central está organizando os trabalhadores em seus locais de trabalho, preparando mobilizações e atos como o do dia 10 de agosto quando será realizado o Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
“Dia 10 de agosto é o ‘dia do basta’. Basta de desemprego, basta de precarização do trabalho, basta dos aumentos do gás de cozinha, da gasolina e do diesel”.
Fonte: CUT Nacional
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