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A
Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras
Familiares (CONTAG) tomou posse nesta terça-feira (18 de agosto) como
entidade membro da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo
(CONATRAE), para o biênio 2020/2022. Criada
em 2003 e atualmente vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos
Direitos Humanos, a CONATRAE tem o objetivo de coordenar e avaliar a
implementação das ações previstas no Plano Nacional para a Erradicação do
Trabalho Escravo. “Os
trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares continuam sendo
as principais vítimas do trabalho escravo no Brasil. E essa situação tende a
aumentar por conta dos últimos retrocessos nos direitos trabalhistas e dos
impactos provocados pela pandemia de covid-19. Para a CONTAG compor a
CONATRAE é estar ainda mais atuante na defesa dos direitos dos homens e
mulheres do campo, combatendo o aumento da pobreza, o desemprego, e a
vulnerabilidade da classe trabalhadora”, ressalta o secretário de Política
Agrária da CONTAG, Elias D’Angelo Borges. Na
luta para combater e erradicar o trabalho escravo, a CONTAG e a Confederação
Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR),
caminham juntas. Além
da CONTAG, também tomaram posse representações de entidades não
governamentais – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho
(ANAMATRA), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Confederação da Agricultura
e Pecuária no Brasil (CNA). Pelo
governo ficaram representantes do Ministério da Mulher, da Família e dos
Direitos Humanos (MMFDH), do Ministério da Justiça e Segurança Pública
(MJSP), do Ministério da Economia (ME) e do Ministério da Cidadania (MC). Mais
detalhes na Portaria Nº 2.008, publicada nesta segunda-feira (17 de agosto)
de 2020. |
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FONTE: Comunicação
CONTAG - Barack Fernandes |
O SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS, AGRICULTORES E AGRICULTORAS FAMILIARES DE NOVA CRUZ/RN, FUNDADO EM 01/05/1961,TEM COMO OBJETIVO A LUTA NA DEFESA DOS DIREITOS DOS MESMOS POR MAIS TERRA E INCENTIVO A AGRICULTURA FAMILIAR!
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO - CONTAG toma posse como entidade membro da CONATRAE
STRAF DE NOVA CRUZ-RN REFORÇA PROTEÇÃO AOS SEUS ASSOCIADOS EM MOMENTO DE PANDEMIA
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
NOVO CORONAVÍRUS - Nota de pesar por mais de 100 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid-19
FOTO: Nelson Almeida/AFP
Passados mais de cinco meses do primeiro caso da Covid-19 registrado no País em 26 de fevereiro, ontem, 08 de agosto de 2020, o Brasil superou os 100 mil óbitos. O total de óbitos registrados até o momento é de 100.543, com 3.013.369 casos de pessoas infectadas. Não se trata apenas de números. São mais de 100 mil vidas, histórias interrompidas e famílias em luto que deixam igualmente de luto e repúdio toda a nação brasileira, pois poderiam ser evitadas se o governo tivesse se guiado pelas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e implementado um plano nacional que desse a atenção exigida pela situação, garantindo o direito fundamental à vida.
Essa
política negacionista é conduzida sem diálogo com os demais entes federativos
na construção de uma estratégia articulada para o enfrentamento da pandemia.
Estamos há mais de dois meses sem um ministro titular no Ministério da Saúde e
cinco meses sem um Plano Nacional de Emergência.
A
doença segue avançando e se interiorizando, pondo em risco toda a população,
sobretudo as pessoas mais vulneráveis e desassistidas dos territórios
indígenas, quilombolas, comunidades rurais e nos centros urbanos. O fato de o
governo não seguir as recomendações da OMS e dos profissionais da saúde está
custando vidas, empregos e prejudicando a economia, já em dificuldade antes da
pandemia por conta das medidas ultraliberais de redução dos investimentos
públicos e dos direitos.
A
situação só não é pior porque temos um dos melhores sistemas de saúde pública
do mundo, o SUS, violentamente atacado na sua concepção, serviços e
financiamento após o golpe de 2016 pela Emenda do teto de gastos (EC 95/2016),
que congela os recursos para saúde e educação por 20 anos, pela redução dos
recursos destinados às mesmas áreas conforme previsto na Lei nº 12.351/2010 (a
lei do pré-sal que criava o Fundo Social) e na Lei nº 12.858/2015, a qual
obrigava o investimento de 50%, além do aumento da Desvinculação das Receitas
da União (DRU) de 20% para 30%.
Estimativas
do Conselho Nacional de Saúde (CNS) indicam perdas de R$ 400 bilhões com a EC
95, enquanto o Conselho Nacional de Secretários e Secretárias de Saúde (CONASS)
estima mais R$ 2 trilhões com o novo percentual da DRU para saúde nesses 20
anos. É o SUS o grande responsável por mais de 02 milhões de pessoas
recuperadas com o esforço dos estados e municípios, enquanto o Ministério da
Saúde aplicou apenas 29% dos recursos para combate à Covid-19 de março a julho,
segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU).
Diante
desse contexto, a CONTAG vem a público cobrar o governo federal a nomeação de
um ministro da Saúde que seja capaz para a adoção e implementação de um plano
nacional articulado nos âmbitos federal, estaduais e municipais, bem como com a
participação dos demais poderes e da sociedade de enfrentamento à pandemia,
garantindo o direito à saúde e à vida, consagrado na Constituição Federal. Ao
mesmo tempo, a Confederação presta a sua homenagem às pessoas vitimadas pela
Covid-19, se solidariza com as mais de 100 mil famílias e amigos(as) em luto –
entre elas de trabalhadores rurais agricultores e agricultoras familiares – e
com a luta das(os) profissionais de saúde para preservar o direito fundamental
à vida, mesmo estando em risco a sua. A vocês todo o nosso agradecimento em
nome dos povos do campo, da floresta e das águas.
Diretoria da CONTAG
JUVENTUDE RURAL CONECTADA - Jovens do campo apresentam Documento construído a partir dos debates realizados no 1º Festival Juventude Rural Conectada - Construindo um Mundo Novo!
FOTO: Comunicação CONTAG - Verônica Tozzi |
No momento em que o Brasil registra mais de 100
mil mortes por covid-19, e o atual governo federal se mostra inoperante
diante do caos provocado pela pandemia, os(as) jovens do campo entregam à
Diretoria da CONTAG e tornam pública para toda a sociedade Documento escrito
a partir dos debates realizados no 1º Festival Juventude Rural Conectada,
realizado de 06 a 08 de agosto de 2020, no Portal e Redes Sociais da CONTAG.
Ao longo dos três dias de festival foram alcançadas mais de 90 mil pessoas
virtualmente. O Documento destaca os anseios da juventude do
campo para a construção de um mundo novo, com um olhar especial sobre a
importância da participação política da juventude no processo eleitoral,
respeito às diversidades, inclusão e representação política de pessoas
LGBTQIA+ e negras, novas formas de comercialização e a agroecologia, entre
outras questões importantes para o fortalecimento dessa geração do meio rural
brasileiro. O documento, dirigido a toda a sociedade, foi
lido pela secretária de Jovens da FETAG-BA, Maria Cândida dos Anjos (Cacau) e
pelo secretário de Jovens da FETAG-PI, Marciano Pereira, e entregue
simbolicamente para a Diretoria da CONTAG. “Esse documento será tratado pela CONTAG,
Federações e Sindicatos com muito carinho e atenção, pois é preciso que a
gente crie condições para que a juventude rural participe, ainda mais, do
Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) e da
produção da agricultura familiar. A juventude também nos mostra a importância
de realizar grandes eventos de forma virtual, com a possibilidade de
assistirmos falas e experiências sobre temas tão atuais, como: participação
política, respeito às diversidades, vendas online (delivery) e a
agroecologia. Todos os anseios da juventude trazidos no Documento serão
fundamentais para ajudar no diálogo com a base e na articulação com o
parlamento, em defesa das nossas pautas”, firmou o presidente da CONTAG,
Aristides Santos. Leia a na íntegra o Documento da Juventude Rural AQUI MESAS DE DIÁLOGOS DO 3º DIA DO FESTIVAL A entrega do Documento aconteceu logo após os
debates do 3º dia do Festival, que contou com duas mesas de diálogos. Os Desafios da Prática da Comercialização na
Pandemia A 1ª mesa “Os desafios da prática da
comercialização na pandemia”, teve como participantes, o secretário de
Política Agrícola e Cooperativismo da FETAEMG, Marcos Vinicius, o presidente
do Sindicato de Santo Antônio da Patrulha - FETAG-RS, Samuel Santos, e o
secretário de Políticas para Juventude da FETAPE, Antônio Neto. A mediação
foi feita pela secretária de Jovens da CONTAG, Mônica Bufon, e a secretária
Geral da Confederação, Thaisa Daiane. Um momento de muitas dicas para a
juventude rural e para o MSTTR! “Não adianta falar em sucessão rural, se no campo
não tiver geração de renda e trabalho. Precisamos dar oportunidade para que a
juventude comercialize seus produtos. E esse avanço passa pela ação do
cooperativismo, com organização da produção, agregação de valor e
rastreabilidade. Também precisamos nos capacitar para entregar nossa produção
através de aplicativos como o whatsapp. Mas, para isso é necessário que a
juventude tenha acesso à internet e participe do processo de gestão na
propriedade”, pontuou Marcos Vinicius. “Nosso Sindicato tem trabalhado a assistência
técnica, agroecologia, compras públicas, atendendo mais de 50 escolas da
nossa região, com produções da agricultura familiar. E por conta do atual
momento, temos feito vendas na forma (delivery). A inclusão do acesso às
ferramentas tecnológicas são importantes e necessárias. Precisamos também
compreender e se apropriar de toda a cadeia produtiva. E aproveitar esse
momento de pandemia para dialogar com a sociedade sobre a importância da
agricultura familiar para a segurança alimentar e o desenvolvimento local”,
compartilhou Samuel Santos. “A juventude pode inovar e valorizar seus
produtos através da divulgação de uma simples foto nas redes sociais. Temos
que usar aplicativos para venda (delivery), comercializar usando o cartão de
crédito ou débito, e disponibilizar número de conta para que consumidor(a)
pague pelos produtos. Por outro lado, o Sindicato tem que abrir espaço para
divulgação dos produtos da juventude (sites, páginas virtuais ou programas de
rádio)”, disse o secretário de Políticas para Juventude da FETAPE. Um Mundo Novo com Agroecologia Na 2º mesa “Um mundo novo com agroecologia”,
participaram o agrônomo e coordenador da ONG Centro Ecológico, Laércio
Meirelles, a representante do GT de Juventude da Articulação Nacional de
Agroecologia (ANA), Regilane Alves, e a secretária de Jovens da FETAES, Taíza
Medeiros. “Precisamos aumentar o nosso diálogo sobre
Agroecologia com os agricultores(as), principalmente os(as) jovens.
Agroecologia não é voltar ao passado, mas é o futuro. Eu me atrevo a dizer
que existe mais inteligência com os princípios da agroecologia, do que com
agricultura tradicional. Necessitamos dialogar com os(as) consumidores(as),
sobre a importância de se consumir produtos orgânicos, e nos articularmos
enquanto organização sindical para alcançarmos um maior número de politicas
públicas voltadas ao fortalecimento de práticas agroecológicas”, Laércio
Meirelles, agrônomo e coordenador da ONG Centro Ecológico. A secretária de Jovens da FETAES apontou que é
necessário “promover ações para que as pessoas produzam de forma
agroecológica, como: visita a propriedades, oficinas, seminários, produção de
cartilhas, firmar parceiras, ter a certificação dos produtos, dentre outras
estratégias que evidenciem essa forma de produção. Afinal, a Agroecologia é
boa para quem produz e para quem consome, sendo fundamental para a saúde e
preservação ambiental”. No 2º dia do
Festival, os temas foram “A importância da representação
política da juventude LGBTQIA+” e “Os desafios do racismo e a juventude rural
negra”. E no 1º dia do
Festival, “Eleições de 2020 e os caminhos de superação dos
impactos políticos, sociais e econômicos da pandemia para a juventude rural”
e “Os impactos das notícias falsas para a democracia brasileira”. Durante os três dias do 1º Festival Juventude
Rural Conectada, além das mesas de diálogos, foram exibidas 25 experiências
de produção e culturais da juventude brasileira, e as Noite Culturais foram
embaladas pelos acordes e animação do cantor Vaguinho. “Quantas emoções vivemos nesses três dias,
quantos temas que precisam continuar em nossas pautas… Esse 1º Festival da
Juventude Rural Conectada é ao mesmo tempo uma resposta aos desafios e um
retrato do momento em que estamos vivendo. Estamos falando de respeito às
diversidades, estamos falando da luta por internet no campo… Essas são as
marcas desse momento histórico: é isso que estamos vivendo. E a pauta do
movimento sindical tem que estar conectada com a vida real das pessoas do
campo. É claro que neste formato de debate não é possível falar de todas as
questões importantes para a juventude, que são muitas, mas aqui tentamos dar
destaque ao que está pulsando mais forte”, Mônica Bufon, secretária de Jovens
da CONTAG. ASSISTA A TRANSMISSÃO DA ENTREGA DA CARTA E OS
DIÁLOGOS DO 3º DIA DO FESTIVAL |
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FONTE: Comunicação CONTAG - Barack Fernandes |
sábado, 8 de agosto de 2020
HOMENAGEM AOS INDÍGENAS - Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto)
FOTO: Comunicação CONTAG - Foto: César Ramos - Arte: Fabrício Martins
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"Os povos indígenas merecem toda consideração, pois eles foram dessa terra os primeiros guardiões" O
dia 9 de agosto marca o Dia Internacional dos Povos Indígenas. A data é uma
conquista para as nações indígenas do mundo inteiro e foi criada em 1995 pela
Organização das Nações Unidas (ONU) na perspectiva de garantir
autodeterminação e os direitos humanos de todas as etnias indígenas. Mesmo
sendo aproximadamente 350 milhões de pessoas em todo o mundo, os(as)
indígenas estão em situação de vulnerabilidade e exclusão, representando 15%
das pessoas mais pobres do planeta, segundo dados da ONU. No
Brasil, que de acordo com o último censo tem 817.963 mil indígenas de 305
etnias diferentes, o atual governo federal tem tido uma relação conflituosa
com esses povos, fazendo constantes falas de ódio e ações que têm promovido a
invasão de terras, a violência e o assassinato de lideranças dos povos
originários. Dentre as ameaças sofridas pelos indígenas estão: a não
demarcação de terras e tentativa de reduzir áreas já demarcadas; abertura das
suas terras para atividades econômicas de grande escala, como o agronegócio e
a mineração; a tentativa de "integração" dos povos indígenas à
sociedade nacional - discurso adotado pelo governo durante a ditadura militar
(1964-1985); e mudanças e o sucateamento dos órgãos indigenistas, a exemplo
da Fundação Nacional do Índio (Funai). Esta
semana, tivemos mais um capítulo dessa relação conflituosa do governo federal
com os(as) indígenas, onde o Supremo Tribunal Federal decidiu manter medidas
de proteção nas aldeias e comunidades tradicionais em meio à pandemia do novo
coronavírus, que já contaminou mais de 20 mil e matou mais de 700 índios(as).
As ações de saúde foram determinadas em julho pelo ministro Luís Roberto
Barroso, após uma ação apresentada pela Articulação dos Povos Indígenas do
Brasil no mesmo dia em que o presidente vetou trechos de um projeto de lei
para assegurar proteção aos povos tradicionais e indígenas contra a Covid-19. No
Dia Internacional dos Povos Indígena, a Confederação Nacional de
Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG)
aproveita para saudar os diversos povos indígenas e reafirmar o seu
compromisso com esses povos, na defesa de suas terras, territórios e recursos
naturais, e por acesso aos serviços de saúde, dentre outros direitos e
políticas públicas necessárias, muitas também defendidas pelos(as)
agricultores e agricultores familiares. “Lembramos
hoje dos cuidados necessários à preservação da riqueza das culturas indígenas
e da ampliação da conscientização da sociedade sobre os problemas enfrentados
por esses povos. Afinal, os povos indígenas merecem toda consideração, pois
eles foram dessa terra os primeiros guardiões. Seguimos unidos(as) pelo
sangue e pelas causas ambientais e bandeiras que nos unificam”, destaca a
secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmarí Malheiros. Secretária de Meio Ambiente da CONTAG,
Rosmarí Malheiros. Em defesa de pautas comuns entre a CONTAG e os povos indígenas,
em 2019, milhares de mulheres que participaram da 1ª Marcha das Mulheres
Indígenas, com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”, caminharam
juntas as mais 100 mil mulheres do campo, da floresta e das águas, na 6ª
edição da Marcha das Margaridas, que teve como tema “Margaridas na luta por
um Brasil com Soberania Popular, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de
Violência”. “Nossa unidade é histórica, e em 2019, registramos mais um momento
conjunto entre mulheres trabalhadoras rurais e indígenas pela manutenção e
ampliação de direitos e políticas públicas para o meio rural, em especial
para as mulheres”, Mazé Morais, secretária de Mulheres da CONTAG e
coordenadora Geral da Marcha das Margaridas 2019. A
secretária de Mulheres da CONTAG e coordenadora Geral da Marcha das
Margaridas 2019, Mazé Morais, e Sônia Guajajara, liderança indígena. Além
da unidade de luta contra os retrocessos e a retirada de direitos dos povos
do campo, nessa data tão especial, a CONTAG, lembra e compactua com a
Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas, aprovada pela Assembleia
Geral da ONU, em 2007. O
documento reflete traz várias reivindicações dos povos indígenas em todo o
mundo acerca da melhoria de suas relações com os Estados nacionais e serve
para estabelecer parâmetros mínimos para outros instrumentos internacionais e
leis nacionais. Na Declaração constam princípios como a igualdade de direitos
e a proibição de discriminação, o direito à autodeterminação e a necessidade
de fazer do consentimento e do acordo de vontades o referencial de todo o
relacionamento entre povos indígenas e Estados. Leia
a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas |
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FONTE: Comunicação
CONTAG - Barack Fernandes |
20 ANOS DE MARCHA DAS MARGARIDAS - MOVIMENTO DE MULHERES CAMPONESAS
Fonte: CONTAG
Apoio: STRAF DE NOVA CRUZ/RN
JUVENTUDE CONECTADA - Hoje tem mais! Mas deixa a gente te contar como foi o 2º Dia do Festival Juventude Rural Conectada!
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FOTO: Hoje tem mais! Mas deixa
a gente te contar como foi o 2º Dia do Festival Juventude Rural Conectada! |
O 2º dia do Festival trouxe para o debate virtual diálogos sobre “A importância da representação política da juventude LGBTQIA+” e “Os desafios do racismo e a juventude rural negra”.
Logo
mais, às 17h30 deste sábado (08), terá início o 3º e último dia do 1º Festival
Juventude Rural Conectada, com duas importantes mesas de diálogos “Os desafios
da prática da comercialização na pandemia” e “Um mundo novo com agroecologia”.
Hoje também será lida e entregue a Carta da Juventude Rural para Diretoria da
CONTAG. Esse documento irá expressar os anseios da juventude para o movimento
sindical e para toda a sociedade na busca da construção de um mundo novo. Como
nos dois primeiros dias do Festival, também serão compartilhadas experiências
produtivas e culturais da juventude, e terá Noite Cultural com os sons e cores
dos(as) jovens de todo o Brasil.
Mas, antes de darmos início ao 3º dia do Festival, compartilhamos
alguns momentos que marcaram o 2º dia do Festival, que trouxe para o debate
virtual com a juventude rural diálogos sobre “A importância da representação
política da juventude LGBTQIA+” e “Os desafios do racismo e a juventude rural
negra”.
A importância da representação política da juventude LGBTQIA+
A
1ª Mesa de diálogo “A importância da representação política da juventude
LGBTQIA+” contou com as contribuições da secretária de Jovens da FETAEG, Dalila
dos Santos, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), e da vice-presidente do
Comitê Internacional LGBTI da União Internacional de Trabalhadores em
Alimentação, Agricultura e Afins (UITA), Gisele Adão.
A secretária de jovens da CONTAG, Mônica Bufon, deu o pontapé
inicial do debate, perguntando para os(as) participantes da mesa: qual a
importância da representação política das pessoas LBTQIA+? A partir do
questionamento, vieram muitas respostas e contribuições a respeito do tema.
“Você
não deve ser julgado pela sua orientação sexual, origem ou cor. Devemos abolir
todas as formas de discriminação e respeitar as diferenças, pois isso é um dos
princípios principais da República Federativa do Brasil, estabelecido no artigo
5º da Constituição Federal. E para alcançarmos esse ideal, precisamos da
participação do Movimento Social e Sindical, e da juventude. (...) O que nós
precisamos é de amor, de respeito, de leis e de políticas públicas em defesa da
bandeira da igualdade”, disse o senador Fabiano Contarato.
A vice-presidente do Comitê Internacional LGBTI da União Internacional
de Trabalhadores em Alimentação, Agricultura e Afins (UITA), Gisele Adão,
compartilhou sua experiência na defesa da bandeira da igualdade.
“Temos
aprofundado e incluído o tema LGBTI nas pautas do Sindicalismo e da UITA. Não
como tema isolado, mas botando na pauta dos direitos humanos. E assim a gente
tem conseguido ampliar a conscientização das pessoas sobre a temática LGBTI.
Afinal, não importando se você é LGBT, mulher ou negro. Somos seres humanos e
queremos viver e ter um trabalho com dignidade. Somos diferentes, mas com
direitos iguais”, compartilhou Gisele.
Dalila,
secretária de Jovens da FETAEG, relatou. “Esse assunto é muito complexo, pois
nossa sociedade camponesa é mais conservadora. Só que a gente tem conseguido
inserir o tema dentro dos nossos espaços, na Escola Nacional de Formação da
CONTAG (ENFOC) e no meio rural. E isso tem feito o Movimento Sindical dos
Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) enxergar também de outras formas.
(...) Temos buscado tornar os(as) camponeses(as) livres desses preconceitos,
pois não é concebível que a juventude LGBTQIA+ tenha que sair para a cidade
porque não é acolhida no meio rural. Se a gente acolhe, a juventude LGBTQIA+
permanece no campo, investindo e produzindo na roça, e assim acontece a sucessão
rural”.
Após
o debate, a juventude fez várias perguntas e colaborou com a temática. Ao
final, o senador Fabiano Contarato, fez um apelo a todos e todas. “Se eu puder
tocar no coração de um(a) internauta, peço que difunda o respeito e ame
incondicionalmente as pessoas. Temos que ser agentes de transformação por uma
sociedade mais justa e igualitária, independe da nossa orientação sexual”.
Os desafios do racismo e a juventude rural negra
A
2ª mesa “Os desafios do racismo e a juventude rural negra” contou com as
participações da jovem Josicleia Vieira de Souza, do Sindicato dos
Trabalhadores Rurais de Ouro Verde de Minas, do secretário de Jovens da
FETAGRI-PA, Moisés Santos, e da coordenadora da área de Juventudes, Gênero e
Raça da OXFAM Brasil, Tauá Pires. A mediação do debate foi feita pela
secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues.
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“Ser
mulher jovem e negra não é nada fácil, pois temos um histórico de negação da
identidade que a gente aprende desde criança. Eu passei a me reconhecer como
mulher negra dentro do Movimento Sindical e da Universidade, onde pude
conhecer a história do meu povo no mundo e no Brasil. (...) É primordial
debater esse tema dentro das organizações e instituições, e que ensinemos as
crianças negras a se valorizarem e ocuparem seus espaços”, compartilhou
Josicleia. Moisés
destacou dados que mostram como o preconceito racial ainda é um desafio a ser
superado no Brasil. “Das pessoas mortas por assassinato, 71% são negras, das
pessoas mortas em ações policiais, 76% são negras. Porém, dos deputados e
deputadas eleitos(as) em 2018, apenas 24% são pessoas negras. São
estatísticas que trazem um olhar nítido que o preconceito permanece no país.
Por isso, precisamos de capacitação e conhecimento. Hoje, temos o Jovem
Saber, uma das ferramentas de formação da juventude do campo, e que trabalha
a questão racial e luta contra racismo. Peço à juventude rural que acesse o
Portal da CONTAG, veja as matérias e materiais de interesse da nossa
categoria, e faça o Jovem Saber”. O
acesso às políticas públicas pela população negra foi a reflexão trazida pela
coordenadora da área de Juventudes, Gênero e Raça da OXFAM Brasil, Tauá
Pires. “Num país em que mais de 70% da sua população rural é negra,
precisamos que as políticas públicas atendam a maioria da sua população.
(...) Ao longo da história, tivemos importantes conquistas, como a política
de cotas e o estatuto da igualdade racial. Mas é preciso que a gente
aprofunde mais essa discussão das especificidades e siga afirmando pautas
afirmativas da população negra”, convidou a representante da OXFAM Brasil. Além
das mesas temáticas, das experiências produtivas e culturais, e da noite
cultural, ao longo de toda a programação do 1º Festival, a juventude está
interagindo, fazendo perguntas e contribuindo ativamente com os temas
abordados. Como fez a jovem Milena de Oliveira, que compartilhou conosco o
poema “Espero pelo Dia...”. Espero
pelo Dia... “Espero
pelo dia em que poderei ser quem sou de verdade. Espero
pelo dia em que poderei me expressar. Espero
pelo dia em que poderei me dar ao luxo de me entregar sem medo. Espero
pelo dia em que poderei usufruir de verdade dessa "tal liberdade". Espero
pelo dia em poderei ser respeitada. Quando não mais irão me julgar pela cor
da minha pele ou pela minha orientação sexual. Espero
pelo dia em que poderei falar de amor sem ser apedrejado por palavras de
ódio. Espero
pelo dia em que poderei andar pelas ruas sem ser considerada "uma
bandida". Espero
dia pelo dia que a igualdade irá reinar entre homens e mulheres, entre
brancos e negros, entre héteros e homossexuais. Espero
pelo dia em que poderei ser simplesmente mais um ser humano. Espero
pelo o futuro onde o mais importante será a minha essência. Espero
pelo futuro que ainda não consigo ver depois do horizonte. (Milena
de Oliveira) ASSISTA
A TRANSMISSÃO DO 2º DIA AQUI Até
logo mais, às 17h30, no Portal e Redes Sociais da CONTAG! |
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FONTE: Comunicação
CONTAG- Barack Fernandes |



