domingo, 27 de outubro de 2019

Valorizar o trabalho e a produção é o caminho para o desenvolvimento nacional

Por Adilson Araújo, presidente da CTB
A questão do desenvolvimento nacional tem grande relevância para a nação brasileira. As concepções dos trabalhadores sobre o tema foram esboçadas na 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 2010, que aprovou a Agenda da Classe Trabalhadora pelo Desenvolvimento Nacional com soberania, democracia e valorização do trabalho.
São três valores essenciais, e ao mesmo tempo pressupostos, do desenvolvimento, que tem no crescimento das forças produtivas, e em particular da produtividade do trabalho, um fundamento que não pode ser negligenciado e que tem de ser harmonizado com o respeito ao meio ambiente.
A questão é vasta, abarca um conjunto muito amplo de áreas e assuntos (cultura, segurança, Forças Armadas, Judiciário, índios, ciência, pacto federativo, etc) e ainda requer muitos estudos e debates.
Farei referência aqui a algumas questões que me parecem fundamentais do ponto de vista da classe trabalhadora.
Crescimento da economia
A crise do desenvolvimento nacional não começou ontem, acumula décadas. Durante um bom tempo, entre os anos 30 e início dos anos 80 do século passado, o PIB do Brasil cresceu em média 7,3% ao ano. O período correspondeu à fase de industrialização do país. Após a crise da dívida externa, iniciada em 1981, a taxa de crescimento da economia desabou para 2,2% em média (desde então até hoje), acompanhando a queda da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, o conceito do IBGE para taxa de investimento), que situou-se em torno de 23% do PIB durante a década de 1970, recuando em seguida e descendo a 15,5% na média dos últimos quatro anos.
É importante levar em conta este dado porque o crescimento da economia é diretamente proporcional ao volume de investimentos, principalmente (mas não só) em capital fixo. Quando a taxa de investimentos cresce a economia avança em medida proporcional; e vice-versa, se a taxa de investimentos declina e permanece num patamar baixo, como é o caso em tela, o PIB também desacelera ou resvala para o terreno negativo da recessão.
Pois é precisamente a substancial redução da taxa de crescimento do PIB a partir de 1981 que caracteriza o que podemos considerar como crise do desenvolvimento nacional. É possível percebê-la como uma decorrência natural da evolução do capitalismo brasileiro, em consonância com a conjuntura internacional, o que não deixa de ter uma dose de verdade. Mas ela decorre, igualmente, e em larga medida, das escolhas e políticas econômicas adotadas pelos governos desde a crise da dívida externa. Isto fica ainda mais claro se considerarmos a experiência de outros países, notadamente da China, Índia e outras nações asiáticas, que estavam em posição inferior à do Brasil nos anos 1980.
Os economistas em geral atribuem o robusto crescimento da fase de industrialização ao tripé Estado, capital privado nacional e capital estrangeiro, com o Estado regendo a orquestra dos investimentos e promovendo o planejamento do desenvolvimento desde o Plano de Metas de JK até os planos nacionais de desenvolvimento do regime militar.
O que se viu desde 1981, quando o crédito externo secou e o general João Figueredo entregou o comando da economia brasileira ao Fundo Monetário Internacional (FMI), foi uma lenta, gradual e segura retirada do Estado do cenário econômico, com altos e baixos de acordo com a inclinação ideológica dos governos. O advento do neoliberalismo, na última década do século 20, acelerou este processo. De modo que ficamos, já há algumas décadas, sem a base principal do tripé.
O planejamento foi abandonado, assim como a própria ideia (e objetivo) de desenvolvimento nacional. O “projeto” hegemônico advoga o Estado mínimo, com a economia entregue às livres forças do mercado, ou do Capital. Os governos Lula e Dilma interromperam e em certa medida contrariaram este projeto, mas não chegaram ao ponto de revertê-lo. O golpe de 2016, travestido de impeachment, veio para restaurá-lo.
Estado, soberania e indústria
Penso, ao lado de outros observadores, que resgatar o papel do Estado, fortalecer as empresas públicas e a indústria nacional, ampliando os investimentos governamentais são iniciativas necessárias para alavancar um novo projeto nacional de desenvolvimento, promover a recuperação da economia e garantir taxas mais altas de crescimento. A orientação do atual governo vai na contramão deste pensamento. 
Voltando aos valores fundamentais que orientam a agenda da Conclat, a soberania nacional é uma condição para o desenvolvimento. No atual contexto histórico, a defesa da soberania supõe o fortalecimento da Petrobras e a interrupção da política entreguista em relação ao pré-sal e a empresas estratégicas. Requer investimento na integração dos países latino-americanos e caribenhos, o engajamento em grandes projetos conjuntos de infraestrutura na região, a reorientação da política externa, a valorização do Brics e da Celac.
É preciso trabalhar para reverter o processo de desindustrialização do país, que também vem dos anos 80 do século passado como desdobramento da crise do desenvolvimento nacional. A necessidade de uma política industrial – orientada principalmente para o domínio e desenvolvimento da chamada Indústria 4.0, que exige altos investimentos em Ciência e Tecnologia e Inovação – foi relegada pelos governos e deve ser resgatada e priorizada.
A indústria segue sendo o carro chefe do desenvolvimento nacional no século 21 e dede sempre uma indústria forte tornou-se condição para a soberania das nações. A reindustrialização da economia nacional é, portanto, essencial e um conjunto de iniciativas, incluindo o resgate e aperfeiçoamento da política de conteúdo local, pode e deve ser tomado nesta direção.
A retomada do crescimento econômico é fundamental e demanda a mobilização da sociedade civil e do Estado. Trata-se de um anseio dos trabalhadores e também dos empresários ligados ao setor produtivo, uma vez que o único ramo cujos lucros crescem no ambiente pantanoso da estagnação é o financeiro. É preciso unir esforços na luta pelo desenvolvimento com ênfase na reindustrialização da economia. 
A valorização do trabalho
O neoliberalismo, traduzindo os interesses do Capital, aponta a depreciação do trabalho como caminho para superar os dilemas econômicos que dilaceram a sociedade e recuperar a capacidade de crescimento.
Impõem, com isto, reformas trabalhistas e previdenciárias regressivas, o arrocho dos salários, aumento da jornada de trabalho e corte de direitos.
A experiência revela, porém, que essas receitas são contraproducentes, pois agravam a crise e não fortalecem a economia, pelo contrário deprimem o mercado interno e elevam a concentração de renda e as desigualdades sociais a um grau explosivo, conforme sugere a sublevação popular no Chile. O balanço de dois anos da reforma trabalhista, congelamento dos gastos públicos e terceirização irrestrita, não indica outra coisa.
A 2ª Conclat, em contraposição ao pensamento hoje dominante, enxerga na valorização do trabalho não só o caminho para propiciar uma vida digna ao povo brasileiro, como também uma fonte de desenvolvimento, um estímulo ao crescimento da produtividade do trabalho, ao fortalecimento do mercado interno e, por tudo isto, à expansão do PIB e da renda per capita.
Entre as medidas de valorização de trabalho que me parecem indispensáveis para fazer frente à crise, contribuir para a recuperação da economia e a expansão da produtividade e do PIB, cabe numerar:
Um programa emergencial de combate ao desemprego e restauração das condições para a retomada do crescimento;
Políticas de reindustrialização e resgate do conteúdo local;
A Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, que contribui para a redução da taxa de desemprego e a amenização das consequências sociais negativas da crescente automação do processo produtivo;
Ampliar os investimentos na qualificação e requalificação dos trabalhadores e trabalhadoras;
Reversão ou revogação dos aspectos negativos das reformas trabalhistas e da Previdência, bem como da Lei Lei nº 13.429, que permitiu a terceirização da atividade-fim;
Renovação da política de valorização do Salário Mínimo;
Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar;
Estímulo à formalização do mercado de trabalho, combate à informalidade, rotatividade, trabalho análogo ao escravo e eliminação do trabalho infantil;
Aumento substancial das verbas para Educação, enfatizando a valorização dos profissionais do ramo e a evolução da Ciência, bem como da Saúde (SUS) e Habitação; estabelecer metas de elevação do nível de escolaridade, formação e qualificação da classe trabalhadora;
Elevação dos investimentos públicos, sobretudo em infraestrutura;
Programas para o fortalecimento da cultura nacional; respeito ao meio ambiente; combate ao desmatamento e às queimadas na Amazônia.
Obviamente esses são apenas alguns pontos sobre a questão, que é bem mais ampla. Outras sugestões relevantes estão contidas na Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora elaborada pelas centrais sindicais. 
Democracia e política
A defesa da democracia com efetiva participação popular é outro ponto essencial do projeto das centrais.
A história brasileira ensina que o autoritarismo, no passado e no presente, serve exclusivamente aos interesses das classes dominantes, ao passo que sufoca e reprime os legítimos representantes do povo. A defesa das liberdades e do Estado Democrático de Direito assume importância ímpar na atual conjuntura brasileira, carregada de obscurantismo, ameaças e incertezas.
O pressuposto número 1 para viabilizar um novo projeto nacional de desenvolvimento é a mudança da atual política econômica, com a imediata revogação do congelamento das despesas públicas, a realização de uma reforma tributária progressiva, a reestruturação da dívida pública, a administração do câmbio e o controle do fluxo de capitais, o fim das privatizações e o fortalecimento das empresas públicas, o aumento das verbas para Educação, Ciência e Tecnologia, entre outras coisas.
É necessário destacar os problemas econômicos porque, conforme notou Celso Furtado, no livro Desenvolvimento e subdesenvolvimento, “dificilmente se poderia conceber” o desenvolvimento nacional “sem elevação da renda real per capita”, o que por seu turno é impossível sem o crescimento do PIB e da produtividade do trabalho.
Todavia, não vamos encontrar solução para a crise do desenvolvimento nacional no mercado ou na economia. A saída está na esfera política.
Em primeiro lugar é preciso lutar para barrar e reverter a trajetória de retrocesso imposta ao país desde o golpe de Estado de 2016, acelerada agora pelo governo de extrema direita liderado por Bolsonaro, que leva a cabo uma política entreguista, aprofunda a desindustrialização, atropela direitos e conquistas do nosso povo, enaltece a tortura, a censura e constitui uma séria ameaça à nossa já combalida e frágil democracia.
Nossa primeira tarefa é construir uma ampla frente social e política em defesa da democracia, da soberania, dos direitos sociais, do desenvolvimento e do meio ambiente.
Só com a mudança da correlação de forças, do cenário político e do governo, estaremos em condições de viabilizar um novo projeto nacional de desenvolvimento consonante com os anseios e interesses maiores do povo brasileiro. UMA FRENTE EM DEFESA DA PRODUÇÃO E DO TRABALHO.
O ser humano é a um só tempo sujeito e objeto do desenvolvimento da civilização, que se identifica em nossos dias com o desenvolvimento das nações. Por consequência, o desenvolvimento deve servir ao conjunto da sociedade e não uma classe minoritária de bilionários.
A raiz da crise e do mal-estar que infesta o nosso tempo é a escandalosa concentração de renda, irmã gêmea da centralização do capital, que alcançou patamar histórico inédito com o neoliberalismo e promoveu a atual tendência de estagnação econômica. Urge encontrar um novo caminho para melhor harmonizar as relações sociais, valorizar o trabalho e a produção para abrir novos horizontes ao desenvolvimento nacional.
Portal da CTB NACIONAL

MPT lança em Campinas Fórum pela Promoção da Liberdade Sindical

No evento, o coordenador nacional da Conalis (Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical), procurador Ronaldo Lima dos Santos, realizou uma exposição sobre o tema ““Dilemas do sindicalismo: reforma trabalhista e contexto atual”.

O Fórum é um espaço criado para constante diálogo entre a comissão composta pelas centrais sindicais e o Ministério Público do Trabalho da 15ª Região. O objetivo é debater questões como liberdade sindical, negociação coletiva, custeio sindical, conduta de discriminação antissindical, tutela coletiva e medidas promocionais do movimento sindical junto ao MPT, em contraposição às medidas constantes do projeto de reforma sindical apresentado pelo Governo Federal.

“Nos somamos em defesa da unicidade sindical, prevista no artigo 8º da Constituição Federal – proteção legal que fortalece a luta trabalhista, a atuação do movimento dos trabalhadores e impede a fragmentação dos sindicatos”, afirmou o presidente da CTB/SP no lançamento.

A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) convidou o público que presenciou o evento para o ato nacional em defesa dos direitos, das entidades sindicais e da justiça do trabalho que será realizado no Sindicato dos Metroviários de São Paulo no dia 4 de novembro, na cidade de São Paulo.

Fonte: Portal da CTB

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

AGRICULTURA FAMILIAR IBGE lança hoje dados completos do Censo Agropecuário 2017»

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou na manhã de hoje (25) os números completos do Censo Agropecuário 2017, no Palácio Iguaçu, em Curitiba (PR). Entre os destaques está a informação de que entre 2006, data do censo anterior, e 2017, a agricultura familiar perdeu 9,5% dos estabelecimentos. Os dados também mostram que, com aumento da mecanização, a agropecuária perdeu nestes 11 anos 1,5 milhão de trabalhadores(as) e o número de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos subiu 20%.
O presidente da CONTAG, Aristides Santos, participou da cerimônia de lançamento, assim como integrantes da diretoria da FETAEP, como o presidente da federação, Marcos Brambilla. Para Aristides, será fundamental fazer uma análise aprofundada das informações divulgadas hoje para que o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e os governos possam direcionar melhor suas ações em relação à agricultura familiar brasileira.

"O Censo Agropecuário é um ferramenta importante para formular políticas públicas e identificar os desafios da nossa base, como o aspecto do envelhecimento, os dados sobre a sucessão rural e também a presença das mulheres na produção agrícola e na gestão da propriedade, que é um dado novo de grande importância e precisa ser analisado com atenção. É de grande importância termos dados mais atualizados para melhorar a ação direcionada para a agricultura familiar", afirmou Aristides Santos.

PARCERIA COM A CONTAG

O IBGE também enviou hoje para a CONTAG tabelas referentes a informações específicas sobre a agricultura familiar, especialmente elaborados sob demanda de nossa confederação, em atendimento ao acordo firmado entre a CONTAG e o IBGE, há dois anos, em 31 de outubro de 2017.

A parceria entre CONTAG e o IBGE foi muito importante para a realização do Censo Agropecuário 2017. Com as dificuldades enfrentadas para a realização deste censo, desde a falta de orçamento e críticas na primeira versão do questionário, a CONTAG se empenhou na garantia de orçamento via emenda parlamentar com a Frente Parlamentar da Agricultura Familiar para viabilizar a pesquisa. Além disso, colaborou para o aprimoramento do questionário e no incentivo para que os(as) agricultores(as) familiares recebessem bem os recenseadores e fornecessem respostas exatas para garantir um bom resultado. A CONTAG também comprometeu-se a divulgar o Censo Agropecuário 2017, que visitou mais de 5 milhões de estabelecimentos em todo o País.

Veja aqui os resultados gerais do Censo Agropecuário 2017 e aguarde para a análise que realizaremos dos dados específicos da agricultura familiar.

FONTE: Asssessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto

PRESIDENTE DO STRAF DE NOVA CRUZ/RN PARTICIPOU ONTEM (24) DE REUNIÃO ORDINÁRIO DO CONSELHO DELIBERATIVO DA FETARN


Um público atento e consciente de sua luta!
PROGRAMAÇÃO

Ontem (24) em Natal o presidente do STRAF de Nova Cruz/RN, Edmilson Gomes da Silva, carinhosamente conhecido como "NEGÃO", juntamente com diretores/as participou da Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo da FETARN, cuja principais objetivos foram sobre o PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA, OFICINA DE BASE, SEMINÁRIO POLÍTICO, que ocorrerá dias 19 e 20 de fevereiro de 2020, entre outros importantes assuntos.

É bom lembrar que o STRAF de Nova Cruz além de ser um dos mais combate em defesa do homem do campo é também dinâmico na defesa dos direitos sociais de seus associados, buscando sempre uma aproximação com os mesmos.  Garantindo assim o fortalecimento do sindicato em momentos tão temerosos oriundos da política perversa do governo federal nas tentativas constantes de tiradas de direitos.

Os dirigentes do STFRAF também participaram, ente eles a guerreira DANIELE, tesoureira do sindicato.

Mas o STRAF, juntamente com os demais sindicatos junta-se a FETARN e a CONTAG para garantir os direitos conquistados com muita luta, garra e suor para hoje serem ameaçados por governo INIMIGO do HOMEM DO CAMPO, concluiu, Edmilson Silva.




sábado, 19 de outubro de 2019

FETARN participa do primeiro encontro estadual de educadores e educadoras da educação do campo

Foto: Daniele (centro) - tesoureira do STRAF de Nova Cruz/RN esteve presente

A Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio Grande do Norte - FETARN esteve participando nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2019, do Primeiro Encontro Estadual de Educadores e Educadoras da Educação do Campo. O encontro foi realizado pelo governo do estado do RN, através da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e Lazer - SEEC e o Núcleo de Educação e Diversidade do Campo - NECAD. Acompanharam o encontro pela FETARN a Secretária Estadual de Mulheres, Gabriela Evangelista; o Secretário de Política Agrícola Jocelino Dantas; a Diretora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Nova Cruz e educadora popular pela Escola Nacional de Formação da CONTAG - ENFOC, Daniele Adelino e do educador popular, José Xavier da Câmara.

Estiveram na abertura oficial do evento a Secretária Adjunta da Educação, da Cultura, do Esporte e Lazer, professora Marcia Gurgel; a Coordenadora de Desenvolvimento Escolar - CODESE, professora Clauciane Pinheiro; a Chefe do NECAD, Maria Rosineide; professora Rute Regis, representando o Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN; o Subsecretário de Estado, do Esporte e Lazer, Francisco Canindé de França e Vanúzia Macêdo, representando o Comitê Estadual de Educação do Campo. O encontro contou em seu encerramento da construção de um documento referencial de compromissos da política estadual de educação do campo que deverá ser compactuada e liderada pelo governo do estado do RN para os próximos anos, além contar com palestras reflexivas sobre educação campo e diversidade dentre elas uma com sociólogo, educador e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Miguel Arroyo.

O encontro reuniu educadores populares dos movimentos sociais, movimento sindical, movimento indígena, movimento quilombola, educadores das escolas das Diretorias Regionais de Educação do Estado, de projetos de alfabetização de jovens e adultos, de escolas do campo espalhadas no estado e representantes de algumas secretarias municipais de educação dos municípios, além de educadores e técnicos da SEEC e do NECAD.

A FETARN tem a educação do campo como umas das suas principais bandeiras de luta e tem acompanhado alguns encaminhamentos dessa bandeira como membra do Comitê Estadual de Educação do Campo, instância de participação da SEEC.







Fonte: FETARN

4 coisas por trás das frutas

"MATÉRIA PARA NÃO ESQUECERMOS!" - Bolsonaro perde no STF por unanimidade, e demarcação de terras indígenas continua na FUNAI

Bolsonaro queria transferir, através da MP 886, a responsabilidade de demarcar das terras indígenas para o Ministério da Agricultura.

Na tarde de quinta feira (1º de agosto de 2019), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu manter na Funai (Fundação Nacional do Índio) a atribuição para demarcar terras indígenas. No mês passado, o relator, Luís Roberto Barroso, se colocou contrário às medidas provisórias de Bolsonaro,  que transferiam as demarcações para o Ministério da Agricultura. A decisão de Barroso foi referendada por unanimidade pelos demais nove ministros do STF.

“O COMPORTAMENTO DO ATUAL PRESIDENTE DA REPÚBLICA, REVELADO NA REEDIÇÃO DE MEDIDA PROVISÓRIA CLARA E EXPRESSAMENTE REJEITADA PELO CONGRESSO NACIONAL, TRADUZ UMA CLARA, INACEITÁVEL TRANSGRESSÃO À AUTORIDADE SUPREMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E REPRESENTA INADMISSÍVEL E PERIGOSA TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES” (CELSO DE MELLO, MINISTRO DO STF).

Fonte: Jornalistas Livres
Adaptado pelo STRAF DE NOVA CRUZ/RN, 19/10/2019.