quarta-feira, 17 de julho de 2019

CAMPO UNITÁRIO CONTAG participa de audiência com o Governador do Maranhão

O presidente da CONTAG, Aristides Santos, o presidente da FETAEMA, Chico Miguel, o coordenador Nacional do MST, João Paulo, e outras lideranças dos movimentos sociais apresentaram, nesta terça-feira (16), para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) temas discutidos no Seminário Nacional Terra, Território e Diversidade, realizado no mês de junho, em São Paulo.

Dos assuntos apresentados, teve destaque a defesa da reforma agrária, do Pronera, da educação do campo, do fortalecimento da agricultura familiar, da defesa do meio ambiente e da regularização dos territórios quilombolas e terras indígenas. Abordaram, também, a importância dos Governadores do Nordeste na defesa da previdência social e do desenvolvimento regional.

O Governador do Maranhão foi bastante receptivo ao temas apresentados e se comprometeu a buscar formas de implementar, no seu estado, e defendê-los no Fórum dos Governadores do NE e em âmbito nacional. "Foi uma grandiosa conversa com um grande Governador", resumiu Aristides.


FONTE: Presidência - CONTAG

EDMILSON - PRESIDENTE DO STRAF DE NOVA CRUZ REUNIU-SE COM O PREFEITO DE NOVA CRUZ - FLÁVIO NOGUEIRA

 Momento importante da reunião: Negão/STRAF senta na cadeira do prefeito e o prefeito da de Negão!  Momento descontraído.
No final da reunião pose para as fotos

Hoje (17) o presidente do STRAF , Edmilson Gomes da Silva (Negão) esteve em reunião com o prefeito de Nova Cruz, FLAVIO NOGUEIRA, cuja pautas foram as políticas pública e projeto voltados para o HOMEM DO CAMPO, Comemoração do Dia do Agricultor e a MARCHA DAS MARGARIDAS.

Após ouvir as lideranças sindicais, o prefeito, Flávio Nogueira ficou de analisar os pleitos e dentro das possibilidade da prefeitura irá sim, ajudar na medida do possível.

Edmilson Gomes antes de encerrar aproveitou para convidar o prefeito para os eventos, juntamente com sua equipe e agradeceu em nome dos associados o apoio que irá receber da prefeitura para os próximos eventos citados anteriormente, após a entrega dos ofícios.

domingo, 14 de julho de 2019

A história dos 13 agricultores presos por Moro e depois absolvidos

Antes da Operação Lava Jato, Sérgio Moro já demonstrava sua vocação inquisitorial.

O agricultor Gelson Luiz de Paula recorda com pesar a manhã de 23 de setembro de 2013, quando sua propriedade foi invadida por carros da Polícia Federal para prendê-lo, em Irati, no sul do Paraná. “Eram 6 horas da manhã e minha mulher telefonou para dizer que estava cheio de viaturas em nossa casa para me prender. Eu havia dormido na sede da Associação, que fica em Irati.” Ali começava o seu drama e de outros 12 pequenos produtores.

Os homens fortemente armados cercaram a pequena casa. Além da prisão, havia um mandado de busca e apreensão de um carro no valor de 80 mil reais e de um iate, bens que jamais existiram. Gelson, um ex-produtor de fumo, que trocou o tabaco pelo plantio de feijão, milho e hortaliças, sobrevivia à custa de uma área de menos de 1 alqueire e meio, dividida em comodato com o pai. Surpreendeu-se ao perceber que era um dos alvos da Operação Agro Fantasma, destinada a investigar supostos desvios no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. Como ele, outros 12 agricultores foram presos por determinação do então juiz Sérgio Moro, à época sem os holofotes que ganharia com a Lava Jato.
Em dezembro de 2016, a juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, a mesma que substituiu Moro na Lava Jato, decretava a absolvição dos réus. No despacho, Hardt assinalou que, “ante todo o exposto”, julgava improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Não foram encontradas provas. Nenhuma prova, absolutamente nada.
Era tarde. Dezenas de agricultores e familiares tiveram suas vidas devassadas, vários deles viram-se obrigados a deixar as terras e buscar empregos na cidade. Até hoje são poucos os que ainda falam sobre o caso. Gelson e seus companheiros foram presos pelo inquisidor das Araucárias sob a argumentação de que, “além do risco à investigação e à instrução criminal”, havia o risco à ordem pública. “Fomos levados de camburão para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Fiquei 48 dias preso, amontoado com todo tipo de delinquente. Alguns companheiros ficaram 60 dias. Saí de lá emocionalmente abalado. Minha vida se tornou um rebuliço. Perdi tudo, acumulei dívidas.”
Além da criminalização e da prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro Fantasma deu início ao desmonte do PAA, criado durante o governo do ex-presidente Lula para combater a fome e incentivar a agricultura familiar. “Após a deflagração dessa operação, os requisitos para o acesso ao programa tornaram-se inflexíveis, distantes da realidade dos produtores rurais”, comenta a advogada Naiara Andreoli Bittencourt, da ONG Terra de Direitos, que acompanhou o caso de perto.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal acatada por Moro, os agricultores “forjavam a entrega de produtos às entidades destinatárias”, além de usarem falsas notas fiscais. De acordo com Naiara Bittencourt, os produtores apenas entregaram alimentos em quantidades inferiores àquelas previstas em contrato, o que acabava sendo compensado pelos camponeses. Na prática, o que ocorria era a substituição de um produto por outro. Às vezes, exemplifica a advogada, estava prevista a entrega de 20 quilos de alface, mas a produção era de apenas 15 quilos. “O que faltava, eles completavam, por exemplo, com 5 quilos de rúcula. Esse foi o crime dos agricultores.” Todo o processo correu em segredo de Justiça.
nutricionista Islândia Bezerra, professora da Universidade Federal do Paraná, debruçou-se sobre o caso durante sua pesquisa de doutorado. “Minha tese foi arrolada como peça da defesa, e também da Promotoria, pois trazia um retrato fiel dos aspectos da operacionalização do PAA na região”, conta a professora. Para ela, a decisão de Moro foi arbitrária, persecutória e desproporcional. “Não havia provas contra os agricultores. Aliás, nem evidências. Tanto que todos foram absolvidos.” 
Para ela, os prejuízos são incalculáveis. Todas essas famílias tiravam seu sustento da agricultura familiar e, após a operação e as prisões, não conseguiram se recompor. “Agricultores que antes tinham uma vida ativa, saudável e produtiva hoje estão sob efeito de medicamentos e com a vitalidade comprometida. Não apenas fisicamente, mas também psicologicamente.” A quase totalidade, diz Islândia, vive em condições precárias. Eles foram obrigados a buscar empregos na cidade ou no campo, onde recebem, no máximo, um salário mínimo.
A professora acredita que a arbitrariedade tinha objetivo político: desestruturar um programa com abrangência nacional e grande impacto na agricultura familiar. “Moro é um dos responsáveis pelo desmonte dessa iniciativa de caráter social. Hoje, o PAA está completamente parado, sem recursos e com regras burocráticas que desestimulam as organizações a se inserir novamente.”
Islândia Bezerra vai além. Traça um paralelo entre o modus operandi da Ope-ração Agro Fantasma e a Lava Jato, ambas comandadas por Sérgio Moro. “As práticas são as mesmas. Prende-se sem provas, apenas por convicção.” Nenhum dos acusados, vale ressaltar, tinha qualquer antecedente criminal e tampouco oferecia o menor risco à sociedade.


Aos 46 anos, casado e com dois filhos, Gelson tenta recomeçar e esquecer o que ficou para trás. “Se pudesse, diria ao Moro que sua atitude custou a felicidade de muitas famílias. A gente só queria um pedaço de terra, produzir alimentos saudáveis, criar nossos filhos e ser felizes. Fomos detidos injustamente e ninguém pagou por isso”, queixa-se. “Ele não sabe quanto custa calejar a mão na enxada, no arado, e acabar preso. Moro é um destruidor de sonhos.”
Fonte: CARTA CAPITAL

EDUCAÇÃO DO CAMPO - Durante 57º Congresso da UNE, CONTAG alerta que “sem Educação Pública não tem Educação do Campo”

FOTO: Divulgação
A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) foi convidada a participar de uma mesa nesta quinta-feira (11) durante o 57º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) para debater o tema “A realidade da Educação no Campo e da interiorização do ensino brasileiro”.

O presidente da CONTAG, Aristides Santos, representou a entidade no Congresso da UNE e reafirmou que a Confederação defende uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade. “Sem Educação Pública não tem Educação do Campo. Portanto, uma das nossas lutas é pela implementação do Plano Nacional de Educação”, destacou.

Aristides apresentou vários dados e relembrou as principais metas do PNE. Também enfatizou que a educação precisa acontecer no campo e precisa ser do campo, além de dialogar com a reforma agrária, com a agroecologia e contribuir com o fortalecimento da Agricultura Familiar.
Segundo o presidente da CONTAG, as lutas dos movimentos sindicais e sociais resultaram em importantes conquistas na Educação do Campo, a exemplo Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional, a criação das Diretrizes Operacionais Básicas nas Escolas do Campo, a criação da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), e do Programa Nacional de Educação do Campo PRONACAMPO e o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), entre outros.

“Apesar de todos os avanços, temos grandes desafios. É preciso lutar contra a Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos públicos em educação por 20 anos. É preciso lutar, também, contra o fechamento das escolas do campo. No Brasil são fechadas cerca de 4 mil escolas rurais por ano. Os cortes orçamentários para a educação também nos preocupam. Precisamos reforçar a nossa luta pela manutenção do Pronera e dos cursos de licenciaturas em Educação do Campo. É fundamental, ainda, iniciarmos um processo de mobilização no legislativo municipal, estadual e federal, na perspectiva da continuidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), sobretudo para os pequenos municípios que podem perder recursos para a educação caso não seja garantida a sua continuidade”, pontuou Aristides Santos.

Durante esta mesa, dois jovens deram depoimentos bem marcantes. Um deles, o jovem Téo, fez uma defesa das populações indígenas no campo e nas universidades. Outra jovem, Kelly, defendeu o povo quilombola no campo, nos territórios e também nas universidades.

SOBRE O CONGRESSO

A abertura do 57º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (Conune) ocorreu nesta quarta-feira (10), em Brasília (DF). O evento reúne cerca de 15 mil estudantes. A cerimônia ocorreu sob a coordenação da presidente da UNE, Marianna Dias. Os discursos destacaram a resistência aos cortes orçamentários do governo Bolsonaro, especialmente na pasta da Educação.

Para estes quatro dias de Conune, 10 a 14 de julho, estão previstos 24 debates, reuniões com 12 grupos de trabalho, dois atos políticos e uma passeata, além dos atos culturais programados para ocorrer nos locais de realização dos encontros. O primeiro deles foi a apresentação do Grupo Nzinga, de capoeira, durante a abertura do Congresso, no Centro Comunitário Athos Bulcão da Universidade de Brasília (UnB).

Após a leitura do manifesto "Mais Livros, Menos Armas", ainda durante a abertura, foi realizada uma homenagem ao jornalista Paulo Henrique Amorim e ao professor Francisco Oliveira, ambos falecidos nesta quarta (10). Também foram homenageados o professor de capoeira Mestre Moa e a vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018.

FONTE: Assessoria de Comunicação da CONTAG - Verônica Tozzi

CONTAG é solidária às famílias do acampamento Quilombo Campo Grande e espera que julgamento decida pela permanência dos trabalhadores na terra

FOTO: Joyce Fonseca
Na próxima quinta-feira, dia 11 de julho, será julgado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte, o pedido de despejo que visa expulsar das terras da antiga usina Ariadnópolis as 450 famílias produtoras do café Guaií. Segundo informações do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), movimento que organiza essas famílias acampadas, o acampamento Quilombo Campo Grande foi ameaçado logo após as eleições presidenciais de 2018, com um pedido de urgência do despejo acatado pelo juiz Walter Zwicker Esbaile Júnior, que gerou grande comoção nacional e internacional e acabou sendo suspenso. Agora, uma comissão de desembargadores apresentará a decisão que definirá a permanência ou não das famílias na terra.

“Despejar as famílias do acampamento Quilombo Campo Grande significa destruir cerca de 2 milhões de pés de cafés plantados. Expulsar mais de 2 mil pessoas de suas casas. Demolir 418 casas de alvenaria, onde essas pessoas residem. Derrubar mais de 100 mil árvores plantadas pelos sem terra”, afirmou o engenheiro George Armando da Silva, um dos responsáveis pelo laudo socioeconômico elaborado no final do ano passado. Estes números são resultado de mais de 20 anos de trabalho das famílias que residem no local, ocupado desde março de 1998.
Segundo dados do Ministério Público de Minas Gerais, a empresa Cápia, que alega a propriedade da área, teve sua falência decretada judicialmente, ou seja, a empresa sequer existe juridicamente, por isso jamais poderia entrar com pedido de urgência de um despejo.

Em documento, o Ministério Público reitera que as famílias detém a posse da terra “imprimindo função social qualificada ao imóvel, seja como moradia, produção e acesso à alimentação, além de impulsionar a economia local, como restou provado pelas dezenas de manifestações de munícipes de Campo do Meio”.

Entenda a história

As terras da antiga Usina Ariadnópolis eram administradas pela empresa Cápia, que entrou em falência em 1994. Nos anos seguintes os proprietários desmontaram a usina e retiraram todos os bens de valor do parque industrial, deixando a estrutura totalmente sucateada. Os trabalhadores ficaram desempregados e não receberam seus direitos. Segundo o Sindicato dos Empregados Rurais de Campo do Meio, aproximadamente 400 ex-trabalhadores da usina Ariadnópolis processam a empresa na Justiça. 

Eles não receberam a rescisão e descobriram que o FGTS e o INSS também não foram recolhidos. As dívidas chegam a R$ 300 mil em alguns casos. Foi então, em 1998, com a usina já improdutiva, que uma parte dessas famílias ocupou a primeira área dentro do perímetro de Ariadnópolis, às margens da represa de Furnas. Em 1998, 2005, 2007 e 2009 os Sem Terra passaram pelas mais violentas expulsões de acampamentos instalados dentro do terreno da usina. Mas voltaram e, a cada vez que o Estado e o fazendeiro agiam, mais o movimento se fortalecia e retornava.

Hoje são 10 acampamentos (Fome Zero, Resistência, Betinho, Girassol, Rosa Luxemburgo, Tiradentes, Sidney Dias, Irmã Doroty 1, 2 e 3) dentro do perímetro da antiga Cápia. O nome Quilombo Campo Grande relembra a luta do povo negro contra a escravidão, que no passado também se organizou em diversos quilombos de resistência do Sul de Minas até São Paulo.

Os acampados tiram leite, criam gado, produzem milho, hortaliças, frutíferas diversas, além do café orgânico que deu origem à cooperativa Camponesa e à marca Guaií. Toda essa produção passou a movimentar a economia e o comercio da pequena cidade de Campo do Meio.

“Portanto, ao analisar todo o prejuízo dos trabalhadores e trabalhadoras com a falência da usina, a luta das famílias para tirar desta terra o seu sustento, inclusive investindo na produção agrícola e impulsionando a economia local, a CONTAG expressa a sua solidariedade às famílias acampadas e espera que o judiciário seja contra o despejo. Após duas décadas na terra, investindo e produzindo alimentos, as famílias precisam ser respeitadas e ter o seu direito de permanecer na terra garantido”, destaca o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

FONTE: MST – Edição: Comunicação da CONTAG

STRAF DE NOVA CRUZ/RN CONVOCA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA O DIA 29/07/2019 - TODOS OS FILIADOS ESTÃO CONVOCADOS!


STRAF DE NOVA CRUZ/RN JUNTAMENTE COM A PMNC E EMATER - CONVIDAM! PARA CELEBRAÇÃO DO DIA DO AGRICULTOR PRÓXIMO DIA 26/07 NO ASSENTAMENTO JOSÉ RODRIGUES SOBRINHO - PARTICIPEM!!!I