terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Prorrogada venda de milho em balcão aos pequenos produtores

ASSECOM/SAPE
Ministério da Agricultura - Mapa
Na sexta-feira (29) foram publicadas no Diário Oficial da União a Resolução 6 e a Portaria 2.546 dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil da Presidência da República, prorrogando até 31 de dezembro de 2018 a venda direta, em balcão, de até 250 mil toneladas de milho do estoque remanescente de 2017 para os pequenos criadores de aves, suínos, bovinos, ovinos e caprinos de todo o País.  

O limite de aquisição será de 10 toneladas por criador, mantido o preço máximo de R$ 33,00 por saca de 60 quilos para os criadores do Norte e Nordeste. Na venda para os produtores do restante do País será praticado o preço do milho na região.
Em 31 de março de 2017, a Portaria Interministerial 780 autorizou a venda de 200 mil toneladas do produto, ao preço máximo de até R$ 33,00 por saca de 60 quilos para as Regiões Norte e Nordeste.

Com base nos dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a prorrogação foi decidida porque não foram vendidas as 200 mil toneladas autorizadas em março. Ainda existe estoque remanescente de 84,7 mil toneladas, já que foram vendidas, de abril a novembro, 115,3 mil toneladas (107,7 mil t no Nordeste e 7,6 mil t no Norte), frente à disponibilidade de 200 mil t.

Em 2017, a comercialização em balcão foi realizada em oito estados. Foram atendidos 604 municípios e 22.700 clientes, com volume médio de aquisição de 5.067 quilos por comprador. Em novembro, na região Norte, somente Acre e Rondônia estavam com preços de mercado abaixo do patamar autorizado e, na Região Nordeste, apenas o Piauí.

Deficit

Nesta safra, o suprimento do insumo nas regiões Norte e Nordeste mostra cenário de déficit de 200 mil toneladas em relação à produção estimada em 6,3 milhões de toneladas e consumo de 6,5 milhões de toneladas. O cenário se agrava ainda mais para os pequenos consumidores, pois nesta safra cerca de 80% da produção está concentrada na Bahia, Piauí e Maranhão, áreas de difícil remoção do produto pelos pequenos consumidores, em razão dos altos preços dos fretes. Comerciantes que transportam o produto incorporam sobrepreço no milho aproveitando-se da pequena concorrência na remoção.


E deve também ser levado em conta o calendário da cultura na região Nordeste. Na região norte da Bahia o plantio ocorre nos dois primeiros meses do ano, e a colheita, em junho, ficando o primeiro semestre abastecido por estoques remanescentes, ou compra no Sudeste ou Centro-Oeste, com produto colhido na safra de verão.

Porém, para a atual safra de verão as estimativas indicam redução de 22% e 13% na produção das regiões Centro-Oeste e Sudeste, em virtude, principalmente, da maior atratividade da soja, representando outro fator de pressão nas cotações para a região Nordeste.

O programa de venda em balcão é também um balizador no preço do cereal para o pequeno criador reduzindo a possível pressão de alta de comerciantes.
Fonte: http://www.agricultura.gov.br/noticias/prorrogada-venda-de-milho-em-balcao-aos-pequenos-criadores

PADRSS - Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário


Desde a sua origem, o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) tem como um de seus eixos de atuação a elaboração e a luta por propostas que possibilitem a melhoria das condições de vida das populações do campo, das águas e florestas. As lutas históricas têm buscado a valorização do espaço rural como um local privilegiado de transformação e implementação de políticas de inclusão social com profundas repercussões sobre o conjunto da sociedade brasileira. Foi com esse espírito que a CONTAG, ao longo de sua história, empunhou as bandeiras da luta pela reforma agrária, por uma política diferenciada para a agricultura familiar e pelos direitos dos assalariados e assalariadas rurais.

Para contrapor o atual modelo de desenvolvimento agrícola praticado no país, excludente e concentrador de terra e renda, os delegados e delegadas do 6º Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, realizado em 1995, iniciaram o debate e afirmaram a necessidade de formular um Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS). Já o 7º Congresso Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, realizado em 1998, aprovou os pontos centrais que deveriam nortear a construção e implementação do PADRSS.

O MSTTR entende que o desenvolvimento brasileiro deve incluir crescimento econômico, justiça, participação social e preservação ambiental. Este desenvolvimento deve privilegiar o ser humano na sua integralidade, possibilitando a construção da cidadania. Neste caso, as questões econômicas têm que estar articuladas às questões sociais, culturais, políticas, ambientais e às relações sociais de gênero, geração, raça e etnia.

Um dos esforços do movimento sindical do campo em construir um projeto de desenvolvimento é a esperança de uma vida melhor para os sujeitos que vivem no meio rural. Portanto, é fundamental criar políticas públicas e programas voltados para a distribuição de renda. O MSTTR também entende que não há desenvolvimento no meio rural sem educação, saúde, garantias previdenciárias, salários dignos, erradicação do trabalho infantil e escravo, respeito à autodeterminação dos povos indígenas e preservação do meio ambiente.

ELEMENTOS CENTRAIS DO PADRSS

 

Tem como centro o bem-estar e a valorização dos sujeitos do campo e da floresta.

 

Reafirma a realização da reforma agrária ampla, massiva, de qualidade e participativa.

 

Reafirma a agricultura familiar como a base estruturadora do desenvolvimento rural sustentável e solidário.

 

Pauta-se na preservação e conservação ambiental.

 

Afirma a soberania alimentar como o direito e o dever dos povos e das nações.

 

Visa a soberania territorial.

 

Reconhece o espaço rural em sua diversidade ambiental, cultural, política e econômica.

 

Rompe com a estrutura de poder e com a cultura patriarcal.

 

Compromete-se com a justiça, autonomia, igualdade e liberdade para as mulheres.

 

Afirma a organização e a participação política de jovens trabalhadores e trabalhadoras rurais, reconhecendo-os como sujeitos estratégicos que promovem a sucessão rural.

 

Reconhece, respeita e valoriza o papel das pessoas da Terceira Idade nas relações sociais, políticas e produtivas do campo.

 

Resgata e constrói compromissos com a igualdade racial e étnica.

 

Pauta-se pela garantia do direito ao trabalho decente no campo.

 

Pauta-se no fortalecimento das políticas públicas.

CONTAG

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Convocatória para o Dia Internacional da Mulher, para o FAMA e para a Marcha das Margaridas marca Seminário nas Ilhas do Marajó-PA!


A cerca de um mês para o Dia Internacional da Mulher (8 de março), trabalhadoras rurais e agricultoras familiares de todo o Brasil, vêm realizando atos que dialogam com o tema apontado pela Comissão Nacional de Mulheres da CONTAG e parceiras da Marcha, “Margaridas na Luta por  Democracia e Garantia de Direitos”. Uma dessas ações de mobilização veio lá do Pará, onde as margaridas do Marajó convocaram toda a região para construir os processos de base da Marcha como um espaço estratégico de denúncia dos retrocessos, de retomada da democracia e de garantia das políticas públicas para as mulheres.

“É momento de mobilização das companheiras do Marajó para o lançamento da Marcha das Margaridas Estadual 2018, para assim seguirmos na luta pelo empoderamento das mulheres e pela garantia da paridade, tanto no espaço político sindical (Sindicatos, Federações e na CONTAG), bem como em outros espaços externos (Executivo, Legislativo e etc). É um momento histórico de resistência e luta pelas mulheres da nossa região, do Pará e do Brasil”.  Destacou a secretária de mulheres da Federação do Pará, Camila Castro.

Saiba mais sobre os Eixos do 8 DE MARÇO (DIA INTERNACIONAL DA MULHER) AQUI  

O ato aconteceu durante o III Seminário Regional das ilhas do Marajó, realizado nos dias 30 e 31 de janeiro, e 1º de fevereiro, em Curralinho-PA, com a participação de 10 sindicatos, somando um total de 200 pessoas, entre diretores(as) dos sindicatos, lideranças comunitárias e presidentes(as) de Associações. Vale ressaltar que desde total, 60% foram jovens, sendo mais de 50% mulheres.
FAMA

Outro momento que marcou o Seminário foi a convocatória para o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que acontecerá nos dias 17 a 22 de março de 2018, em Brasília.


Através de passeata e barqueata, os(as) participantes do Seminário manifestaram a indignação do povo nortista e brasileiro no que se refere a privatização das Águas do Marajó, da Amazônia e do Brasil. 


Além de ter sido amplamente divulgado através de uma transmissão simultânea da Rádio Educadora de São João, o Seminário também teve uma Oficina de Comunicação, pois para a Federação do Pará, a Política de Comunicação do MSTTR é fundamental no seu processo formativo e de conquista dos direitos dos povos do campo, da floresta e das águas.

O Seminário é uma das atividades do projeto de Formação da Federação do Pará (FETAGRI-PA) que tem como objetivo organizar a base através da Reforma Agrária, da Organização Sindical e da Sustentabilidade Política Financeira do MSTTR.

FONTE: Comunicação CONTAG- Barack Fernandes, com informações da Assessoria de Comunicação da FETAGRI-PA


PRESIDENTE DO STRAF - NOVA CRUZ REUNIU-SE COM PRESIDENTE DA CTB/RN - WELLINGTON DUARTE

Da esquerda p/ direita:  Eduardo Vasconcelos - Assessor de Comunicação do STTR-NOVA CRUZ, Naldo - funcionário da CTB, Edmilson Gomes - Presidente do STRAF-Nova Cruz e Wellington Duarte - Presidente da CTB/RN

Negão - STRAF e Wellington - CTB/RN, após reunião

Ontem (01), Edmilson Gomes da Silva (Negão), presidente  do STRAF - Nova Cruz/RN participou ontem em Natal de uma importante reunião com o Presidente da CTB/RN, Wellington Duarte, cuja pauta foi a realização do II Encontro Estadual dos Trabalhadores/as Rurais do RN.

Após duas horas de reunião ficou acertado que o evento ocorrerá dia 28 de abril em Nova Cruz/RN; O evento contará com a participação de 100 (cem) convidados em sua maioria serão dirigentes de sindicatos rurais. Os temas serão: Reforma da Previdência; Organização das Associações Comunitárias; entre outros.  Obs. As inscrições serão gratuitas. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PRESIDENTE DO STRAF/STTR DE NOVA CRUZ/RN PARTICIPA HOJE DE UMA IMPORTANTE REUNIÃO EM NATAL COM DIRIGENTES DA CTB/RN

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Hoje (1) o presidente do STRAF/STTR de Nova Cruz/RN, Edmilson  Gomes da Silva, popularmente conhecido como "Negão" participará em Natal, capital do Estado de uma i,portante reunião na sede da CTB/RN (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), onde irá discutir assuntos ligados diretamente as ações que serão desencadeadas pela central em prol e defesa dos trabalhadores norte-riograndenses, principalmente sobre a "reforma previdenciária e trabalhista", como também um calendário de luta.
A referida reunião será presidida pelo presidente da central, Wellington Duarte, que também preside a ADURN (Associação dos Docentes da UFRN).

"Negão" também terá em sua agenda contato com a FETARN.

Assessor de Comunicação, Eduardo Vasconcelos acompanhará o mesmo para registrar as decisões que serão debatidas e aprovadas na referida reunião.

O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável - CMDS de Nova Cruz, Damião Gomes também se fará presente em Natal, onde na sua condição de presidente fará contato com órgãos do Governo do Estado tratando de assuntos inerentes ao conselho.

CONTAG contribui com desenvolvimento de ferramenta da Repórter Brasil que avalia comportamento socioambiental de parlamentares


Pelo menos 313 deputados federais, ou 61% da Câmara, têm atuação parlamentar desfavorável à agenda socioambiental. Eles votam e elaboram projetos que têm impacto negativo para o meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores do campo.
Os dados são resultado de levantamento que levou em conta 14 votações nominais e 131 projetos de lei nessa área. Para medir se os projetos e proposições teriam impacto negativo ou positivo, oito organizações do setor socioambiental foram chamadas para fazer uma avaliação de mérito desses projetos. O cruzamento de dados faz parte do Ruralômetro, ferramenta jornalística para consulta sobre os deputados federais produzida pela Repórter Brasil.

Cada deputado foi pontuado dentro de uma escala equivalente ao que seria a temperatura corporal: de 36C a 42C. Quanto pior avaliado, mais alta a sua temperatura podendo atingir níveis de febre.

Entre os febris, há ministros, ex-ministros, além de pré-candidatos. Dos 313 deputados que tiveram comportamento legislativo desfavorável à agenda socioambiental, quase a metade (49%) é da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista. Mas nem todos os ruralistas estão mal avaliados.

Há 35 membros da bancada com atuações parlamentares avaliadas como favoráveis à agenda socioambiental. Entre eles, está o deputado Augusto Carvalho (SD-DF), com 36,2°C. Ele é autor do Projeto de Lei 324/2007 que proíbe a administração pública de comprar móveis de madeira rara ou extraída ilegalmente, projeto considerado como favorável pelas organizações avaliadoras.

O deputado pior avaliado é o presidente da bancada ruralista, Nilson Leitão (PSDB-MT), com febre de 42C. Leitão é autor de oito projetos de lei desfavoráveis ao meio ambiente, povos indígenas e trabalhadores rurais. Entre eles, está o polêmico projeto de lei 6442/2016, que permite o pagamento de trabalhadores rurais com comida e moradia.
Ainda entre os febris, estão o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), com 40°C e o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani (MDB-RJ), com 40,2°C. O pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 38,7C e o aspirante ao governo de São Paulo, Celso Russomanno (PRB-SP), 39,8C.

As entidades consultadas foram o Instituto Socioambiental, a Comissão Pastoral da Terra, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e dos Trabalhadores Assalariados Rurais (CONTAR), o Conselho Indigenista Missionário, a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional, o Greenpeace e a Fundação Abrinq.

Entre os partidos, quatro têm 100% do quadro febril: MDB, PEN, PHS, PSL. Eles são seguidos por PSD e DEM, com 94% e 89% dos seus políticos com febre, respectivamente. O PSDB tem 75% dos seus deputados federais com mais do que 37,4C.Em alguns casos, a pontuação do partido pode ser explicada pelo seu posicionamento como oposição ou situação ao governo. O PT, por exemplo, teve todos os seus deputados avaliados com temperatura saudável nessa legislatura.

Entre os Estados, o maior percentual de deputados febris está em Goiás, com 88% dos seus representantes com mais de 37,4C. Seguido por Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins, todos com 87% dos deputados febris.

O ministro Carlos Marun informou, por meio de nota, que como deputado pautou seus “votos pela garantia do Estado de Direito” e que sempre defendeu o bioma Pantanal. O Ministério dos Esportes afirmou que “parece que o levantamento comete um equívoco ao colocar no mesmo patamar de análise deputados que estão no exercício do mandato, enquanto o ministro [Picciani] licenciou-se em maio de 2016 para assumir o Ministério do Esporte.”
Russomanno disse que “procura sempre representar o interesse público, o que inclui defesa do meio ambiente, direitos indígenas, quilombolas”. A assessoria de deputado Bolsonaro informou que ele não responderia por estar em recesso.

A Repórter Brasil entrou em contato com os 13 deputados que têm febre acima de 41°. Nilson Leitão, assim como outros nove deputados pior pontuados pelo Ruralômetro, não respondeu aos pedidos de entrevista e nem às perguntas enviadas.

Relação com financiadores

Além da pontuação dos deputados, o Ruralômetro mostra quem recebeu financiamento de campanha, em 2014, de empresas autuadas pelo Ibama ou que foram flagrados com trabalho escravo. Segundo o levantamento, 57% dos eleitos receberam, ao todo, R$ 58,9 milhões em doações de empresas autuadas pelo Ibama por cometerem infrações ambientais. Outros 10% foram financiados com R$ 3,5 milhões doados por empresas autuadas por trabalho escravo.

Para o professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano, o estudo revela uma estreita relação entre empresas financiadoras de campanhas e a atuação parlamentar dos deputados. “Trata-se do sucesso de setores interessados, tanto em termos econômicos quanto sociais, em conseguir no Congresso avanços para o seu grupo”, analisa.

Um exemplo que ilustra a análise do pesquisador é o caso do deputado Antônio Balhmann (PDT-CE), eleito em 2014 mas que se licenciou no ano seguinte para assumir um cargo no governo do Ceará. O político recebeu doação eleitoral oficial de R$ 20 mil da produtora de frutas Agrícola Famosa, alvo de uma ação civil pública do Ministério Público Federal que proíbe a empresa de pulverizar agrotóxicos na Chapada do Apodi. Poucos meses após eleito, o deputado elaborou um projeto de lei que regulamenta o uso de agrotóxicos em plantações não tradicionais, o que inclui produtoras de frutas.

O ex-deputado afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o projeto não estimula o uso de agrotóxicos, mas cria legislação e regulamenta o setor. O político, no entanto, reconheceu que, ao elaborar o PL, tinha interesse de “ajudar os produtores de fruticultura com seus problemas e regulamentar e controlar suas atividades.”

“Quando analisamos os projetos de lei no Congresso, vemos que não são projetos que pensam o Brasil, mas pelo menos 40% deles são dedicados a defender interesses de setores específicos”, avalia Andréa Freitas, cientista política e professora da Unicamp. “Não é ruim que tenhamos dentro do Congresso alguém defendendo os ruralistas ou os comerciantes, mas seria importante que tivéssemos representantes defendendo com igual força os pequenos produtores ou os consumidores”.

Votações desde 2015

Nesta legislatura, 2017 foi o ano campeão em votações desfavoráveis ao meio ambiente. Em meados do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou três polêmicas medidas provisórias que geraram reação de ambientalistas e até de celebridades. Duas delas reduzem a área protegida de Jamanxim, um parque nacional na Amazônia paraense, e a outra amplia o programa de regularização fundiária, que ficou conhecida como ‘MP da Grilagem’. As medidas, segundo organizações de defesa do meio ambiente, devem aumentar o desmatamento e os conflitos no campo.

Um detalhe: as três medidas provisórias foram editadas pelo presidente Michel Temer às vésperas do Natal de 2016 e aprovadas pela Câmara dentro do prazo previsto para que não perdessem validade. No caso Jamanxim, a modelo Gisele Bündchen pediu no Twitter que Temer vetasse as medidas. O presidente seguiu parcialmente os conselhos da modelo: vetou artigos das MPs, mas enviou ao Congresso projeto de lei com conteúdo similar.
“A agenda ruralista ganhou mais poder nos últimos anos, o que coincide com a representação dela no Executivo. Antes, tínhamos o Executivo exercendo uma contra-força”, analisa Adriana Ramos, coordenadora do programa de política e direito socioambiental do ISA (Instituto Socioambiental).

Na questão trabalhista, sob o mandato de Temer, houve duas votações consideradas por organizações de defesa de trabalhadores rurais como desfavoráveis: terceirização e reforma trabalhista. Porém, no governo Dilma, o Executivo também editou medidas provisórias, depois aprovadas pela Câmara, que retiram direito dos trabalhadores. Caso, por exemplo, da restrição ao seguro-desemprego e da redução do acesso à pensão por morte do INSS.

Essas são algumas das 14 votações que constam na base de dados do Ruralômetro . O estudo considerou apenas votações desta legislatura que têm algum tipo de impacto socioambiental onde houve votação nominal, em que os deputados registram seu voto.

Projetos de lei

Dos 131 projetos de lei cujos autores são deputados eleitos em 2014 que constam na base de dados do Ruralômetro, 87 foram classificados como desfavoráveis e 44 como favoráveis. 26 deles alteram o processo de demarcação de terras indígenas ou pedem a suspensão da homologação de comunidades regularizadas. Outros seis considerados desfavoráveis tratam de mudança nas regras de licenciamento ambiental e três facilitam a liberação de agrotóxicos.

Há ainda um projeto defendido pela bancada ruralista que libera o porte de arma para trabalhadores ou proprietários de áreas rurais e uma Proposta de Emenda à Constituição que permite e regula compra de terras por estrangeiros.

Segundo os analistas ouvidos, para entender o fenômeno em questão é preciso diferenciar a agenda do agronegócio e do ruralismo – entendido como um setor que se preocupa menos com a produtividade, e mais com a propriedade sobre a terra.
“É uma forma antiga de se pensar o ambiente rural, mais ligada à questão fundiária, à apropriação da terra”, afirma a cientista política Andréa Freitas. Para ela, há uma relação direta entre ser ruralista e atuar favoravelmente a projetos que flexibilizam a questão ambiental. “Há pouca preocupação com a preservação da água, do solo”.

O coordenador de Direito de Propriedade da Frente Parlamentar Agropecuária, Jerônimo Goergen, afirma que a principal bandeira da bancada é “defender quem produz no Brasil”, mas reconhece que a questão da propriedade sobre a terra é uma prioridade. “Das defesas da FPA, a questão fundiária é sem dúvida uma prioridade. Mas como um direito, como uma segurança jurídica”, comentou.

FONTE: Repórter Brasil

Feira da Agricultura Familiar reúne 57 expositores em Torres

Fonte: CONTAG
Com um total de 57 expositores inaugurou nesta quarta-feira (31) a 6ª Feira Estadual da Agricultura Familiar, na Praça XV de Novembro, em Torres. Com horário de funcionamento das 11h às 24h, a feira se estende até domingo, dia 4, e é organizada pela FETAG-RS, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Torres, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Emater, Prefeitura Municipal e com o apoio do Sicredi.

Conforme Jocimar Rabaioli, assessor de Política Agrícola e Agroindústrias da FETAG-RS, a feira, de certa forma, concretiza o projeto da existência de um evento da agricultura familiar na alta temporada do verão no Litoral, onde os turistas das mais variadas regiões e estados oportunizam o encontro do urbano com o rural. Ele destaca, ainda, a importância da feira para o agricultor, pois possibilita mostrar o potencial e a qualidade das agroindústrias gaúchas.

Neste sentido, continua Rabaioli, a FETAG-RS tem trabalhado forte, ao lado de seus parceiros, para que a feira em Torres seja mantida, por sinal uma reivindicação dos próprios associados dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. “O mercado no Litoral se tornou fundamental nesta época do ano, quando não acontecem outras feiras. Diferentemente de outros eventos, aqui é somente a agricultura familiar em destaque. É bom lembrar que nada menos do que 500 empreendimentos da agricultura familiar ligados à FETAG-RS dependem exclusivamente das feiras. Portanto, quanto maior o número de eventos, melhor”, completa.


Os visitantes encontrarão produtos com procedência e qualidade, tais como geleias, pães, cucas, queijos, salames, vinhos, sucos, conservas e o artesanato do meio rural.

Adaptado pelo STRAF-NOVA CRUZ-RN.