domingo, 16 de dezembro de 2018

Movimentos - Centrais sindicais vão à OIT denunciar violação de convenção

 

Entidades reclamam o não cumprimento da Convenção 151 da OIT, ratificada pelo Brasil durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Tal acordo assegura os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público brasileiro o direito a uma negociação coletiva justa. “Assim como a CUT e demais centrais denunciaram as violações de direitos com a reforma trabalhista, o que colocou o Brasil na lista suja da OIT, mostraremos que a Convenção 151 também não é respeitada”, continua Denise.

"Esse evento é para tentar nos proteger de toda escalada de retrocesso que estamos vivendo no Brasil. Aqui a Convenção 151 foi ratificada, mas não foi implementada. Até hoje os trabalhadores do serviço público não têm direito à negociação coletiva. Vamos denunciar isso, principalmente diante da pretensão do novo governo de sucatear e vender nossas estatais. Nos juntamos a várias centrais sindicais, federações, sindicatos, para fazer uma frente de resistência e defender o trabalhador, bem como suas organizações sindicais. Será uma declaração para que o Brasil seja notificado pelo não cumprimento de mais uma cláusula internacional. Estaremos representando a CTB e a Internacional de Servidores Públicos da FSM", declarou o Secretário do Serviço Público e dos Trabalhadores Públicos da CTB, João Paulo Ribeiro (JP).

João Paulo informou ainda que a CTB participa amanhã também do Seminário Nacional dos Coletivos Jurídicos do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE) e do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (FONACATE). A entidade ainda se reunirá com o FONASEFE, num encontro preparatório para o lançamento da campanha salarial, que pode ocorrer na segunda quinzena de janeiro ou 1° de fevereiro de 2019. 

Normas internacionais

“Temos casos de categorias, como os professores, que não têm piso salarial respeitado (…) Há denúncias de que as contribuições sindicais estão sendo canceladas mesmo com a aprovação dos trabalhadores em assembleia”, denuncia a secretária sub-regional da Internacional de Serviços Públicos (ISP) no Brasil, Denise Motta Dau. 

Além da ISP, federação sindical mundial que reúne mais de 20 milhões de trabalhadores no serviço público em 163 países, e da CTB, assinam a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e a Força Sindical.

Para a sindicalista da ISP, o Estado brasileiro “fere gravemente as normas internacionais do trabalho”. As novas denúncias entram no contexto de flexibilização dos direitos trabalhistas que tomaram forma com a aprovação da reforma pelo governo do presidente Michel Temer (MDB). Entre os desrespeitos a direitos conquistados estão a fragilidade nas relações do trabalho, ataques à liberdade sindical, além de interferências em negociações coletivas.

“Os trabalhadores do serviço público sofrem também as consequências de não ter regulamentado o direito à negociação coletiva quando precisam fazer greve para assegurar os seus direitos, ou até mesmo garantir o pagamento dos seus salários e benefícios em dia”, completa Denise.

Mesmo ratificada pelo governo, a norma não é aplicada de fato no Brasil. O argumento é de que seria necessário uma lei específica para regulamentar as negociações coletivas dos servidores. “Essa necessidade de ter uma lei específica foi justamente um projeto de lei aprovado no Congresso e que o Temer vetou no final do ano passado, retrocedendo todo o debate”, afirma a sindicalista sobre o veto de Temer em dezembro de 2017 ao Projeto de Lei 3.831/2018, aprovado pelo Congresso.

Contribuição para o marco legal

As entidades que assinam a denúncia à OIT lembram que, após a incorporação da Convenção 151 ao ordenamento jurídico brasileiro, a negociação coletiva dos servidores públicos encontra respaldo constitucional no artigo 5º, parágrafo 2º, da Constituição Federal, que diz: “os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte”.

O documento aponta que “os governos impõem unilateralmente as condições de trabalho, permanecendo inertes em relação a diálogos e negociação efetiva”.

“No fim das contas, os Executivos impõem obstáculos para justificar o não atendimento das reivindicações das trabalhadoras e trabalhadores do setor público, como necessidade de autorização de órgão superior e limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz o texto.

Ataque ao movimento sindical

A denúncia ainda alerta sobre os ataques contra o movimento sindical. “O que se verifica na atualidade é uma articulação institucional para restringir a liberdade sindical no setor público, seja pelas restrições ao exercício do direito de greve, seja pela limitação à negociação coletiva que culminou com o veto do PL nº 3.831/2015. Isso é o que se denuncia nesta Queixa”, alerta o documento.

Convenção 151 no Brasil

Aprovada pela OIT em 1978, a Convenção nº 151, “Direito de Sindicalização e Relações de Trabalho na Administração Pública”, trata das relações de trabalho, da liberdade sindical e da negociação coletiva no setor público. Ela ratificação e incorporação da Convenção ao ordenamento jurídico do Brasil foram solicitadas em 14 de fevereiro de 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em 2010, foi aprovada pelo Congresso Nacional brasileiro e um ano depois, em 15 de junho de 2011, entrou em vigor no plano jurídico externo. Apesar da ratificação e da vigência, o Brasil não aplica a norma, sob o argumento de que, para isso, é necessária uma lei específica que regulamente a negociação coletiva dos servidores públicos no ordenamento jurídico interno.

Entidades que assinam o documento

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Intersindical

Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas)

Força Sindical

Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef)

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social da CUT (Cntss)

Federação de Sindicatos dos Trabalhadores em Universidades Brasileiras (Fasubra Sindical)

Federação Nacional dos Urbanitários (FNU)

Federação Nacional dos Trabalhadores do Poder Judiciário nos Estados (Fenajud)

Confederação dos Trabalhadores Municipais (Confetam)

Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB)

Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação (Asfoc - Fiocruz-SN)

Serviço

Reunião preparatória e assinatura da denúncia

Data: 12 de dezembro, às 10h

Local: Escritório de Advocacia LBS - Instituto Lavoro - Lago Sul, Brasília - Distrito Federal

Protocolo da denúncia na OIT e reunião com diretor da organização no Brasil, Martin Hahn

Data: 12 de dezembro, às 15h

Local: Organização Internacional do Trabalho (OIT) - Setor de Embaixadas Norte, Lote 35, Brasília - Distrito Federal
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Com informações do Portal da CTB e da Rede Brasil Atual

Economia - Inimigo dos trabalhadores vai para a Secretaria da Previdência

 

Reprodução da Internet

Deputado federal tucano do Rio Grand do Norte que não conseguiu se reeleger porque traiu a classe trabalhadora, Rogério Marinho volta à cena como secretário e promete aprovar mudanças nas aposentadorias no primeiro semestre do próximo ano.


O empresário e deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), que vai comandar a Secretaria Especial de Previdência Social do governo de Jair Bolsonaro (PSL), é um ferrenho defensor das reformas que retiram direitos da classe trabalhadora.

Marinho foi escolhido pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para comandar a Previdência por sua experiência como relator e maior defensor da reforma Trabalhista que extinguiu mais de 100 itens da CLT e legalizou formas precárias de trabalho, como o contrato intermitente. O trabalhador que assina este tipo de contrato fica à disposição do patrão que pode chamá-lo quando precisar - uma, duas, três vezes por mês, só nos finais de semana etc - e pode receber menos de um salário mínimo por mês, dependendo de quantas vezes for chamado.

A experiência do deputado será, portanto, fundamental para levar adiante a proposta de reforma da Previdência do futuro governo, que será comandado por um político que considera o direito trabalhista um problema a ser eliminado no Brasil.

“Hoje em dia continua muito difícil ser patrão no Brasil”, disse Bolsonaro em coletiva na terça-feira (4). Na ocasião, ele defendeu um aprofundamento da reforma Trabalhista em seu governo, com medidas mais favoráveis aos patrões para, segundo ele, estimular novas contratações. O mesmo governo que, para atender interesses dos empresários, acabou com o Ministério do Trabalho. 

A principal tarefa de Rogério Marinho como secretário de Previdência de Bolsonaro será fazer a articulação com o Congresso Nacional para tentar aprovar a proposta de reforma da Previdência do futuro governo que ainda não foi apresentada. Ele promete aprovar mudanças nas aposentadorias ainda no primeiro semestre de 2019, mas ainda falta clareza na equipe de Bolsonaro sobre o modelo previdenciário a ser adotado. Já falaram que tem itens da proposta do ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e de outros economistas, mas ninguém sabe exatamente o que eles querem: capitalização da previdência ou apenas aumento da idade mínima.

Durante a campanha, Guedes defendeu o modelo de capitalização para as aposentadorias, que se resume a depósitos mensais feitos pelos trabalhadores em um fundo de pensão indicado pelo governo. O modelo, implementado no Chile durante a ditadura militar, levou os idosos à miséria. Hoje, 91% dos aposentados chilenos recebem, em média, R$ 694, menos da metade do que o salário mínimo vigente no país que é o equivalente a cerca de R$ 1.500,00.

O homem certo para acabar com a aposentadoria

Rogério Marinho, o homem certo para a tarefa de mexer nas aposentadorias, tentou se reeleger deputado federal, mas a campanha que a CUT fez, #VotouNãoVolta, denunciando deputados que traíram a classe trabalhadora, deu resultado e Marinho não se reelegeu, apesar do apoio do empresariado beneficiado com a nova lei - ele ficou no segundo lugar do ranking de deputados que mais receberam doações, segundo o Estadão.

Mais um investigado

Segundo a Carta Capital, Rogério Marinho está sendo investigado em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento em uma empresa terceirizada que coagia funcionários demitidos a renunciar às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS. Por meio das fraudes, a companhia se apropriou ilegalmente de 338 mil reais devidos a mais de 150 trabalhadores, afirma o Ministério Público do Trabalho (MPT). 

Em março deste ano, o Estadão publicou matéria afirmando que Marinho também será investigado após um empresário que prestou serviços à sua campanha à Prefeitura de Natal, em 2012, admitir à Polícia Federal que o parlamentar lhe deve R$ 1 milhão referente ao pleito. 


 Fonte: CUT

sábado, 15 de dezembro de 2018

ASSOCIADOS FIQUEM LIGADOS, É NESTA SEGUNDA-FEIRA (17) NOSSA ASSEMBLÉIA GERAL, CONFIRAM!

SINDICATO DOS TRABALHADORES/AS RURAIS, AGRICULTORES/AS FAMILIARES DE NOVA CRUZ/RN

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
Pelo presente Edital de acordo com os dispostos no Estatuto Social deste Sindicato, convocamos todos(as) Trabalhadores(as) Rurais, associados quites e no gozo dos seus direitos sociais desta Entidade, para participarem de uma Assembleia Geral Ordinária que será realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, localizado à Rua 13 de Maio, 94 – Centro – Nova Cruz/RN, no dia 17 de dezembro de 2018, em primeira convocação de 09:00 horas e em Segunda e ultima convocação 30 minutos após, observando o quórum Estatutário, objetivando discutir e deliberar a seguinte ordem do dia:
1º - Previsão Orçamentaria para o ano de 2019;

2º - INSS Digital;

3º - Outros Assuntos de interesse da classe.

Mesmo com arquivamento, CONTAG seguirá vigilante contra a votação do projeto “Escola sem Partido”

FOTO: Lula Marques
Após dois meses de luta dos(as) educadores(as), estudantes, organizações educacionais, sindicais e científicas, e de parlamentares da oposição com um grande destaque às mulheres, foi arquivado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 7.180/2014 – “Escola sem Partido”, também conhecido como “Lei da Mordaça”.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) já havia se posicionado anteriormente afirmando que este projeto é um grande retrocesso para a educação brasileira e, no caso da educação do campo, fere um dos princípios que é a valorização da identidade da escola – onde podemos aprender a verdadeira história da luta pela terra no Brasil.

Apesar do arquivamento do PL, a CONTAG, as suas Federações e Sindicatos filiados permanecerão vigilantes e resistentes na luta, pois há grande possibilidade deste projeto voltar à pauta no próximo ano a depender do ambiente. Tendo como base a quantidade de parlamentares de direita eleitos(as) e que apoiam esta matéria, reforçamos a nossa preocupação com uma possível aprovação na futura legislatura.

Seguiremos na defesa por uma educação emancipadora e não com mordaça.
Confira as notas divulgadas anteriormente pela CONTAG sobre o Projeto de Lei 7.180/2014 – “Escola sem Partido”:


FONTE: Direção da CONTAG