domingo, 15 de julho de 2018

Seca reduz produção de cana-de-açúcar no RN

Os seis anos de seca severa no Rio Grande do Norte modificaram não somente as paisagens no sertão, mas também no litoral. Um dos principais itens da produção agrícola local, a cana-de-açúcar, sofreu queda de produção de 15,27% entre os anos de 2012 e 2016 – de 4,2 milhões de toneladas para 3,6 milhões de toneladas – e de 15,25% na área colhida, segundo dados mais recentes da Produção Agrícola Municipal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cana-de-açúcar, ao lado da fruticultura irrigada, são os dois itens mais relevantes da pauta agrícola do estado na atualidade.
“A falta de chuvas nesses últimos anos, atrelada à falta de uma política de preços remuneradora contribuíram para a diminuição da produção no setor. Além disso, os casos de corrupção no âmbito da Petrobras foram muito prejudiciais aos canavieiros. Ao longo desses últimos anos ocorreu um achatamento do preço do etanol e isso gerou um prejuízo enorme”, analisa o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Álcool dos Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí (Sonal), Eduardo Farias.
Por Robson Pires

sábado, 14 de julho de 2018

MARCHA DAS MARGARIDAS 2019: Pernambuco em preparação para a 6ª Marcha das Margaridas

O estado de Pernambuco recebeu, até ontem (sexta-feira) (13), em Carpina, o Encontro Estadual de Mulheres por Desenvolvimento Rural Sustentável (DRSS) – “Caravana da Marcha das Margaridas”, organizado pela Secretaria de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), e realizado no estado com a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do estado de Pernambuco (FETAPE).

O objetivo do encontro foi o de fortalecer o processo de mobilização e articulação para a 6ª Marcha das Margaridas 2019, que acontecerá em Brasília. A atividade contará com cerca de 70 participantes, entre trabalhadoras rurais da Zona da Mata, Agreste e Sertão de Pernambuco, e as coordenadoras de mulheres das federações do Piauí e de Sergipe. A proposta é se debruçar sobre os eixos da Marcha das Margaridas e traçar as estratégias de mobilização das mulheres."Temos certeza que daqui de Pernambuco levaremos muitas contribuições para avançarmos com a nossa pauta de reivindicações. Uma pauta que de fato expresse os anseios das mulheres de todo o Brasil. Também compreendemos que os Encontros são espaços fundamentais para formação, mobilização e integração de todas que constroem a Marcha das Margaridas 2019". destacou a secretária de Mulheres da CONTAG, Mazé Morais.
Entre os eixos a terem o debate aprofundado foram: violência, autonomia econômica e renda, eleições 2018 e mulheres e agroecologia. O resultado dessas discussões será a contribuição do estado para o caderno de debates da Marcha, que está em construção. “Não tenho dúvida de que será um momento muito rico e importante para que possamos ter o olhar das trabalhadoras rurais sobre esse momento que nos desafia a fazer a defesa dos territórios, pelo direito de Lula ser candidato e pelas candidaturas organizadas do Movimento Sindical”, explica Jenusi Marques, Diretora de Política para as Mulheres da FETAPE.

Esse processo também foi um momento de animação das mulheres e de mobilização de parcerias, para que se pensem estratégias de envolvimento de mais mulheres, e de todas as idades, e que elas tenham a possibilidade de construírem a Marcha também na sua culminância, em agosto do próximo ano, em Brasília. “A juventude também participa desse processo, pois sempre tem construído a Marcha das Margaridas. E Pernambuco receber a caravana é um prestígio e demonstração de que temos contribuído com esse lugar", pontua Adriana do Nascimento, Diretora de Políticas para a Juventude.

Fonte; CONTAG
Adaptado pelo STRAF DE NOVA CRUZ/RN, em 14 de julho de 2018

Inscrições abertas para o processo seletivo para ingresso no Curso de Bacharelado em Agroecologia via Pronera na UFAL

Estão abertas as inscrições para o Curso de Bacharelado em Agroecologia via Pronera na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que será ofertado em sistema de alternância, compreendendo o tempo escola, de caráter intensivo, com 12 etapas presenciais, previstas para ocorrer entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro semestre de 2023; e o tempo comunidade, de acordo com o Projeto Pedagógico Curricular (PPC). As etapas presenciais serão projetadas para apresentar, em média, 25 dias letivos. Após a realização de cada tempo escola, os discentes terão que desenvolver os Projetos Integradores (PI), que compõem as atividades do tempo comunidade e representam 30% da carga horária total do curso. Os PIs serão definidos durante o tempo escola e os resultados serão contabilizados no cálculo das médias das disciplinas.

A sede do curso será o Centro de Ciências Agrárias (CECA) da Universidade Federal de Alagoas, onde se dará a maior parte das atividades no tempo escola. Algumas disciplinas e módulos poderão ser ministradas em outras instituições de ensino superior ou centros de formação no estado de Alagoas.

Os interessados em participar do processo devem se inscrever até o dia 20 de julho 2018, na Secretaria do curso de Bacharelado em Agroecologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas, localizada na BR 104, Km 85, s/n, Rio Largo – AL, CEP 57.100-000, ou através do e-mail: agroecologiaproneraufal@gmail.com.

A secretária de Políticas Sociais da CONTAG, Edjane Rodrigues, ressalta que a Educação é elemento fundamental para a conquista da cidadania e a efetivação de direitos. “Este curso irá proporcionar aos agricultores e agricultoras familiares dos assentamentos de reforma agrária e crédito fundiário uma formação qualificada em Agroecologia, contribuindo para mudanças da matriz produtiva, no qual fortalece organicamente a produção e aprofunda a discussão da construção de um projeto alternativo para o campo dentro da visão e concepção de desenvolvimento rural sustentável”, destaca a dirigente.

Fonte: CONTAG

quarta-feira, 11 de julho de 2018

ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO DO STRAF-NOVA CRUZ/RN E PRESIDENTE DO CPC/RN VIAJA AO SULDESTE E CENTRO OESTE EM BUSCA DE APOIOS E PARCERIAS AOS PROJETOS CULTURAIS E RÁDIO COMUNITÁRIA



No último sábado (7), Eduardo Vasconcelos - CPC/RN participou por telefone nas Rádios Curimataú (103;5), Programa A Voz do Trabalhador e na Agreste FM (107.5); NAÇÃO NOVA CRUZ para falar dos futuros eventos do CPC/RN (Seminário: Sindicato e Cultura - Baía Formosa-RN, final de agosto/setembro), Ato em Defesa da UERN de Nova Cruz/RN (setembro), Evento em prol da Consciência Negra - 20 de novembro, Aniversário de 09 anos do CPC/RN e audiências com órgãos públicos estaduais e autarquias).

Eduardo Vasconcelos falou da viagens que fará de 12 a 30 de julho o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Eduardo Vasconcelos estará em viagens a Brasília Ministérios das Comunicações (MCTIC), (MinC (Proejtos/Fomento), Congresso Nacional (Projeto de Reconhecimento de Utilidade Pública Nacional), FUNAI (Em Defesa dos Índios Potiguaras - Aldeia Sagi-Trabanda - Baía Formosa RN), Editora da UnB, entre outros.

No Rio de Janeiro: Audiências na FUNARTE e Biblioteca NacionalMuseusEditoras, entre outros.

Em São PauloEditoras Museusparcerias com sindicatos e federações, entre outros.


Eduardo finalizou sua participações nas rádios conclamando a todos para se engajarem nas lutas, preservação e defesa da cultura e educação potiguar.

domingo, 8 de julho de 2018

Renúncia fiscal com agrotóxicos é de R$ 9 bilhões no Brasil, segundo o TCU

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Valor estimado deixou de ser arrecadado entre 2010 e 2017 com alíquota zero de Cofins e PIS/Pasep, tributos importantes para a seguridade social, que incluem saúde, educação e assistência social.

Por Cida de Oliveira
Da Rede Brasil Atual

O Brasil deixou de arrecadar R$ 9 bilhões no período de 2010 a 2017 somente com a isenção fiscal da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do PIS/Pasep para o setor de agrotóxicos. Esses tributos têm papel relevante para subsidiar a seguridade social, que inclui as áreas de saúde, educação e assistência social.
O dado consta de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), para avaliar a preparação do governo brasileiro para implementar e monitorar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – Agenda 2030. Trata-se de compromisso assumido pelo Brasil com a Organização das Nações Unidas (ONU) para erradicar a pobreza e promover vida digna para todos, dentro dos limites do planeta.

Os dados são incompletos. Trata-se de estimativas calculadas a partir das informações disponíveis. Além disso, não contemplam o Imposto de Importação (II) e nem o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), já que as desonerações desses produtos não configuram gasto tributário. E o cálculo não abrange a redução na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por ser um tributo estadual.

Para os auditores, as desonerações não são acompanhadas nem avaliadas pelo governo federal "devido às falhas de governança" e são concedidas independentemente de seu nível de toxicidade à saúde e de periculosidade ambiental.

"O dado é a ponta do iceberg. Só no estado de São Paulo, o governo abriu mão de R$ 1,2 bilhão em 2015. Então, para chegar mais perto da realidade, a estimativa do TCU deveria ser multiplicada pelo menos por três, já que há outros grandes consumidores estaduais, como Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Além disso, agrotóxicos são considerados insumos agrícolas e, nessa condição, a despesa é abatida integralmente na declaração de rendimentos do imposto de renda pessoa física (IRPF) e pessoa jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)", disse o defensor público Marcelo Novaes, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em Santo André, no ABC paulista, e integrante do Fórum Paulista de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos.

"Importante lembrar que além da carga de tributos federais baixíssima, é enorme a desoneração de ICMS. Uma perda tributária absurda em razão da integral dedutibilidade nos impostos sobre a renda. Uma desoneração sem nenhuma seletividade. Produtos mais perigosos à saúde têm tratamento tributário idêntico ao menos agressivo."

Os R$ 9 bilhões estimados da renúncia fiscal correspondem à receita que municípios como Macaé (RJ) levam quatro anos para arrecadar. Com 244 mil habitantes, tem em seu território empresas da cadeia do petróleo. O montante é suficiente para adquirir 130 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em Curitiba.

Pacote do Veneno

A concessão de benefícios tributários à indústria dos agrotóxicos foi um dos principais temas discutidos em seminário realizado ao longo desta sexta-feira (29) no Sindicato dos Químicos de São Paulo. Realizado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, o encontro integra a agenda de fortalecimento da articulação dos movimentos sociais para a resistência ao avanço de políticas que pretendem ampliar o uso de agrotóxicos no país.


Na segunda-feira (25), o Pacote do Veneno foi aprovado em comissão especial da Câmara. Agora está nas mãos do presidente da casa, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deverá estudar o momento mais estratégico para colocar em votação.

"Vivemos uma conjuntura difícil, e os trabalhadores são a parte mais frágil, os que vão sofrer mais com mais agrotóxicos. Aqueles que vivem na cidade e, principalmente, os que vivem no meio rural. Vamos fortalecer a nossa rede", disse a agrônoma Carla Bueno, da coordenação da Campanha Permanente.

O apoio ao Projeto de Lei 6.670/2016, que estabelece a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), é outra frente de combate ao avanço Pacote do Veneno. A comissão especial já está instalada. O presidente é o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o relator, Nilto Tatto (PT-SP). 

Participaram ainda da mesa de debates Kelli Mafort, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), a pesquisadora e professora do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) Larissa Mies Bombardi, autora do atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, e Susana Prizendt, coordenadora da campanha contra os agrotóxicos no estado de São Paulo. Na plateia, estiveram agricultores, ativistas, estudantes, cozinheiros, professores e parlamentares.

Fonte: MST

sábado, 7 de julho de 2018

Suspensão de conteúdo noticioso no portal durante o período eleitoral



 
Comunicamos que a publicação de conteúdos noticiosos no portal do Incra está suspensa durante o período eleitoral de 2018, de 7 de julho a 7 de outubro, podendo se estender até 28 de outubro, em caso de eventual segundo turno.

A medida observa a legislação eleitoral e cumpre determinações da Instrução Normativa nº 01 de 11 abril de 2018 da Secretaria Especial de Comunicação Social.

A Assessoria de Comunicação Social do Incra publicará somente conteúdos que não se incluam no âmbito da publicidade sujeita ao controle da legislação eleitoral, conforme art. 22 da citada instrução normativa. 

O acesso aos serviços e às informações dos programas da autarquia estarão disponíveis no portal do Incra e no portal da Sala da Cidadania durante o período eleitoral.

Assessoria de Comunicação Social do Incra

Redes sociais estão suspensas durante o período eleitoral

Informamos que as páginas das redes sociais do Incra Oficial, incluindo as mantidas pelas regionais, unidades avançadas e escritórios, serão suspensas durante o período eleitoral de 2018, a partir de 7 de julho, em cumprimento às recomendações da Instrução Normativa nº 01 de 11 abril de 2018 da Secretaria Especial de Comunicação Social.
 
A suspensão permanecerá até o fim do período eleitoral, ou seja, em 7 de outubro (primeiro turno), podendo se estender até 28 de outubro, em caso de segundo turno.
 
Os perfis no Facebook (facebook.com/incraoficial), no Twitter (twitter.com/incra_oficial), no YouTube (youtube.com/tvincra) no Flickr (flickr.com/photos/incra_oficial/) serão suspensos durante todo o período eleitoral.
 
O motivo da decisão foi a impossibilidade técnica de monitorar e moderar, durante 24 horas na vigência do período eleitoral, as áreas de comentários e interatividade das redes sociais para excluir comentários que podem ser caracterizados como campanha eleitoral ou ainda a veiculação de informações falsas nas postagens publicadas nos perfis oficiais do Incra nas redes sociais.
 
As manifestações dos cidadãos (denúncias, reclamações, solicitações, sugestões e elogios) devem ser registrados no Sistema de Ouvidorias do Poder Executivo Federal (e-OUV) em https://sistema.ouvidorias.gov.br.
 
Os pedidos de informações devem ser encaminhados para o Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC) em https://esic.cgu.gov.br.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Incra